O consumo de peixe deve crescer cerca de 30% no Brasil durante a Semana Santa, período marcado pela tradição católica que impulsiona a demanda por pescados. A estimativa é do setor de piscicultura e também se reflete no Ceará, onde a movimentação já começa a aumentar em feiras, praias e centros de abastecimento.
Logo após o início da Quaresma, produtores e comerciantes intensificam a preparação para atender ao aumento da procura. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura, Francisco Medeiros, a organização antecipada da cadeia produtiva e a expectativa de maior consumo sustentam a projeção de crescimento.
No Ceará, a busca por peixe já pode ser observada em locais como a Praia de Bitupitá, no município de Barroquinha, onde consumidores acompanham a chegada das jangadas vindas do alto-mar em busca de pescado fresco.
Consumo de peixe na Semana Santa impulsiona mercado da tilápia no Brasil
A tilápia segue como o peixe mais consumido no país e representa mais de 65% da produção nacional de peixes de cultivo. Além disso, o alimento tem ganhado espaço por ser considerado leve e acessível, o que contribui para o aumento da demanda ao longo do ano.
Apesar da liderança da tilápia, a procura por peixes de origem marítima também cresce neste período, especialmente em regiões litorâneas como o Ceará, onde a pesca artesanal tem forte presença.
Dados anteriores reforçam essa tendência. Em 2025, a procura por pescados aumentou cerca de 20% na Central de Abastecimento (Ceasa), em Maracanaú, nos dias que antecederam a Sexta-feira Santa, segundo o Governo do Ceará.
Importações, exportações e cenário do setor de peixes
Atualmente, o consumo de tilápia no Brasil gira em torno de 4 quilos por habitante ao ano, ainda considerado baixo pelo setor, mas com crescimento constante. Nos últimos anos, a expansão média anual tem sido superior a 10%, indicando maior inserção do pescado na alimentação dos brasileiros.
A cadeia produtiva da tilápia, que tem cerca de uma década de organização mais estruturada, tem impulsionado esse avanço. Além disso, fatores como logística, oferta e diversificação de pontos de venda contribuem para o fortalecimento do mercado.
Para este ano, a expectativa é de manutenção da demanda aquecida, com possibilidade de estabilidade nos preços e até pequenas reduções, dependendo da região. No Ceará, a tendência é de forte movimentação até a Semana Santa, acompanhando o cenário nacional.
Fonte: GCMais

