Fortaleza foi palco, neste domingo (29), da 24ª edição da Parada pela Diversidade Sexual do Ceará, evento que reuniu milhares de pessoas na Av. Beira Mar em celebração à diversidade, à resistência e à cidadania. A iniciativa é organizada pelo Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB) e contou com o apoio da Prefeitura de Fortaleza, que ofereceu suporte logístico nas áreas de trânsito, segurança, transporte, saúde e limpeza.
O Governo do Estado do Ceará também apoiou a realização do evento. Além do suporte operacional, Prefeitura e Estado também participaram da festa com trios elétricos que contaram com apresentações de DJs em celebração à diversidade sexual.
Com o tema “Quem chora por nós?”, a Parada deste ano homenageou as pessoas LGBTQIAPN+ que lutaram e seguem lutando por direitos e visibilidade, muitas das quais já não estão presentes. A escolha do tema reforça a importância da memória e da continuidade da luta por igualdade e respeito.
“É uma alegria para essa gestão, que está se iniciando, participar de um evento tão grandioso, que celebra o ser e o existir da população LGBT. A pedido do nosso prefeito, todos os órgãos da Prefeitura, AMC, Etufor, Guarda Municipal, Saúde, Meio Ambiente, entre outros, não mediram esforços para assegurar que a Parada acontecesse com ordem e atendesse às expectativas do público”, destacou Narciso Júnior, coordenador municipal da Diversidade Sexual.
“Essa é uma luta diária. Estamos fortalecendo a articulação entre o poder público e a sociedade civil para garantir, juntos, avanços reais nas políticas públicas voltadas à população LGBT de Fortaleza”, concluiu Narciso.
Neste ano, o evento contou com uma novidade: pela primeira vez, o título de Madrinha da Parada pela Diversidade Sexual do Ceará foi compartilhado entre duas pessoas, Viviane Venâncio Matias e Labelle Rainbow.
Viviane de Oyá, como também é conhecida, é mulher negra e tem 50 anos, sendo trinta deles dedicados ao ativismo pelos direitos de travestis e transexuais. “Eu não sou muito de falar, sou mais de agir. Este ano completei 50 anos de idade e também 30 anos dentro do movimento. São três décadas de luta por melhorias, por saúde e por dignidade para a nossa população. Hoje, estar aqui é só gratidão. Gratidão pelo reconhecimento, por todo o caminho trilhado, por toda a luta. Gratidão também por essa equipe maravilhosa com a qual tenho o privilégio de trabalhar.”
Além de celebrar conquistas, o evento também teve como foco a defesa de políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+ idosa, chamando atenção para a necessidade de garantir o direito de envelhecer com dignidade, acolhimento e sem discriminação.

