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Cirurgião cardiovascular faz alerta para os riscos do esforço físico sem avaliação prévia

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A tragédia registrada no último mês de setembro em Fortaleza, onde um homem de 55 anos faleceu após sofrer um mal súbito enquanto praticava exercícios em uma academia no bairro Dom Lustosa, volta a colocar em debate a segurança na prática de atividades físicas no Ceará.

O episódio reflete uma estatística nacional alarmante: dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) apontam que o Brasil registra cerca de 320 mil casos de morte súbita por ano, dos quais cerca de 80% estão associados a doenças coronarianas e eventos isquêmicos.

Diante do acontecimento na capital cearense, Dr. Mateus Feitosa, cardiologista clínico e intervencionista da Rede Oto, faz um alerta rigoroso para a necessidade da Avaliação Pré-Participação (APP) antes do início ou da intensificação de treinos físicos.

Segundo o especialista “O esforço de alta intensidade atua como um gatilho para eventos cardiovasculares agudos em indivíduos com condições cardíacas assintomáticas ou não diagnosticadas, como a aterosclerose e arritmias graves.”.

De acordo com o especialista ”A prática regular de exercícios é um dos pilares para a saúde cardiovascular, a falta de exames preventivos básicos, como eletrocardiograma, teste ergométrico e ecocardiograma, deixa o praticante vulnerável a colapsos repentinos.

”. O médico ressalta que sinais como dor ou aperto no peito, tonturas, palpitações e falta de ar desproporcional ao esforço nunca devem ser ignorados, funcionando como alertas de urgência emitidos pelo organismo.

O cardiologista lembra ainda que o tempo de resposta em emergências dentro de estabelecimentos esportivos e locais públicos é determinante para a sobrevivência. Estimativas médicas indicam que a chance de sobrevida cai cerca de 7% a 10% a cada minuto sem atendimento após uma parada cardíaca.

Nesses cenários, a presença de profissionais treinados em suporte básico de vida e a disponibilidade imediata de um Desfibrilador Externo Automático (DEA) são essenciais para reverter arritmias fatais antes da chegada do socorro especializado.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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