Até 1º de setembro de 2025, a Central de Transplantes do Ceará (Cetra) registrou 1.378 procedimentos envolvendo órgãos, tecidos e medula. O transplante renal é o mais frequente entre os órgãos sólidos, com 182 cirurgias, seguido pelo fígado, com 153. Em relação aos tecidos, foram contabilizados 922 transplantes. No ano passado, o Estado alcançou 2.209 cirurgias, o maior número desde o início dos procedimentos, em 1998.

“Hoje a doação só ocorre após a autorização familiar. Há uma equipe capacitada em comunicação e entrevista familiar. Essa equipe vai acolher essa família e vai estabelecer uma relação de ajuda inicialmente. Depois que a família compreende que seu ente querido está morto, então é oferecida a oportunidade da doação de órgãos”, explica Eliana Barbosa, coordenadora da Central.
Doação
Com a autorização, os profissionais realizam a retirada dos órgãos e organizam o transporte até a unidade onde ocorrerá o transplante. A maior parte é feita por via terrestre, mas, quando necessário, aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) são utilizadas. Paralelamente, o receptor é preparado para a cirurgia, após confirmação de compatibilidade e avaliação de suas condições clínicas.


