Uma pesquisa feita pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, apontou que o Ceará tem o quarto menor custo de vida do país, com um gasto mensal aproximado de R$ 2.540. Com esse número, o estado fica abaixo da média do Brasil (R$3.520) e da região Nordeste (R$ 2.760).
O valor gasto mensalmente pelos cearenses, segundo a pesquisa, só é maior que outros três estados nordestinos: Alagoas (R$ 2.450), Maranhão (R$ 2.230) e Sergipe (R$ 2.010).
Os dados foram coletados entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 para entender os hábitos de consumo e o custo de vida do Brasil. O estudo ouviu 6.063 brasileiros, de diferentes faixas etárias, gêneros, rendas e regiões do país.
O objetivo da pesquisa é analisar como os brasileiros percebem e lidam com seus gastos mensais, assim como o aumento do custo de vida influencia na gestão financeira no dia a dia.
Nela, são citadas despesas como: moradia, compras de supermercado, contas recorrentes, alimentação fora de casa, transporte, saúde, educação, compras em geral, serviços de autocuidado e lazer.
Indicadores do Ceará
As despesas com moradia (aluguel, condomínio, financiamento), com média de R$ 870, são o principal gasto do cearense, segundo a pesquisa, inclusive superando a média do Nordeste, que é R$ 800. Em seguida, aparecem as compras de supermercado, com R$ 680.
O valor gasto com saúde e atividade física, de R$ 510, também se destaca no estudo. Na sequência, estão contas recorrentes (água, luz, internet, telefone, streaming, etc.), com média de R$ 380, o gasto com educação (R$ 330), as compras em geral (R$ 350), transporte e mobilidade (R$ 260), lazer (R$ 240) e alimentação pronta ou fora de casa (R$ 180).
Por fim, um dado curioso que mostra que o cearense é quem mais gasta, em média, no Brasil com serviços e cuidados pessoais, com R$ 180. Isso se trata de manicure, barbearia e tratamentos estéticos, por exemplo.
Diferenças regionais e desafios no orçamento
O estudo também apontou que administrar o orçamento mensal não é tarefa simples para a maioria dos brasileiros. Apenas dois em cada dez entrevistados consideram fácil organizar os pagamentos ao longo do mês. Além disso, sete em cada dez afirmaram que o custo de vida aumentou nos últimos 12 meses.
As despesas consideradas mais difíceis de manter são compras de supermercado, contas recorrentes e moradia — justamente os itens que concentram a maior parte do orçamento familiar. Mesmo diante da disparidade entre os estados, a mudança de cidade não aparece como alternativa para a maioria: apenas um em cada dez entrevistados considera se mudar para reduzir despesas.
Confira o custo de vida médio mensal nos estados e no Distrito Federal:
- Distrito Federal – R$ 4.920
- Paraná – R$ 4.300
- São Paulo – R$ 4.270
- Santa Catarina – R$ 4.180
- Tocantins – R$ 3.810
- Espírito Santo – R$ 3.780
- Roraima – R$ 3.710
- Acre – R$ 3.550
- Goiás – R$ 3.370
- Mato Grosso – R$ 3.360
- Minas Gerais – R$ 3.360
- Rio Grande do Sul – R$ 3.360
- Rio de Janeiro – R$ 3.340
- Mato Grosso do Sul – R$ 3.330
- Bahia – R$ 3.210
- Rondônia – R$ 3.100
- Pará – R$ 3.050
- Amazonas – R$ 2.990
- Pernambuco – R$ 2.840
- Amapá – R$ 2.830
- Paraíba – R$ 2.820
- Piauí – R$ 2.690
- Rio Grande do Norte – R$ 2.550
- Ceará – R$ 2.540
- Alagoas – R$ 2.450
- Maranhão – R$ 2.230
- Sergipe – R$ 2.010

