O Ceará registrou R$ 2,59 bilhões no primeiro semestre de 2023. O montante foi obtido junto ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) , cujo administrador é o Banco do Nordeste (BNB).
Na mesma comparação, o setor que apresentou maior crescimento nas contratações foi a indústria. A alta de foi de quase 100%, passando de R$ 227 milhões para R$ 452 milhões. O comércio também captou mais: de R$324 milhões para R$ 424 milhões (alta de 30%).
“A franca aproximação entre a superintendência estadual e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará, com seus sindicatos, teve como resultado a assinatura de vários termos de parceria que estão alavancando a concessão de crédito do setor industrial. O Banco tem aprimorado sua estratégia de atendimento, buscando maior interação com a representação industrial e ampliando a base de clientes”, afirma a superintendente estadual do BNB no Ceará, Eliane Brasil.
Nordeste
O Banco do Nordeste (BNB) contratou, nos primeiros seis meses deste ano, R$ 21,3 bilhões, em toda sua área de atuação, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Foi o maior volume registrado na história do banco em um primeiro semestre. O segundo melhor resultado foi em 2022, com R$ 15,8 bilhões contratados. Na comparação entre os dois períodos, o crescimento foi de 34,8%.
O FNE é a principal fonte de recursos do Banco e foi responsável por alavancar os projetos de infraestrutura, como os de energia e logística. Para esse setor, o BNB destinou R$ 6,5 bilhões nos seis primeiros meses de 2023. Houve um aumento expressivo no setor industrial, que contratou R$ 2,4 bilhões este ano, 73% a mais que no ano passado.
Entre os demais setores, as contratações foram de R$ 5,1 bilhões em agricultura, R$ 3,3 bilhões em pecuária, R$ 1,9 bilhão em comércio, R$ 1,7 bilhão em serviços e R$ 178 milhões em agroindústria.
“Esses números demonstram a atenção que o Banco do Nordeste confere a todos os setores pensando de forma estratégica na recuperação consistente da economia. Apoiamos a infraestrutura para atrair novos negócios, a indústria para ofertar insumos para o mercado e no agronegócio para produção de alimentos no meio rural”, explica o presidente do BNB, Paulo Câmara.
Segundo o executivo, os resultados nos seis primeiros meses superaram as próprias metas internas em R$ 1 bilhão. “Sabemos que esse momento é de reconstrução da economia. Houve um esforço coletivo para melhoria de processos e avaliação de propostas. Com isso, tenho a certeza de que estamos impactando o desenvolvimento de nossa área de atuação e a vida das pessoas’, afirma.

