A necessidade de transplantes de medula óssea cresceu 25,8% no Brasil, de acordo com dados recentes do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). O aumento está diretamente ligado ao avanço dos diagnósticos de doenças hematológicas, como leucemias e linfomas, além da ampliação do acesso a tratamentos que exigem a substituição da medula comprometida.
Nesse contexto, o papel dos doadores voluntários se torna cada vez mais fundamental. E o Ceará tem se destacado nacionalmente na causa. Atualmente, o estado conta com 237.869 pessoas cadastradas como potenciais doadoras, o maior número entre todos os estados do Nordeste. O dado revela a força da solidariedade cearense e o impacto das campanhas de conscientização realizadas nos últimos anos.
Para ser um doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e realizar um cadastro simples em um hemocentro. Com somente 5ml de sangue, é possível entrar no banco de dados nacional. Caso haja compatibilidade com um paciente, o voluntário será contatado para exames complementares e poderá, seguramente, realizar a doação.
Segundo especialistas, encontrar um doador, 100% compatível fora da família é como tentar algo quase impossível, a chance pode ser de uma em cem mil. Por isso, quanto mais pessoas cadastradas, maiores são as chances de salvar vidas.

