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Ceará é o estado mais inovador do Nordeste e avança em ranking nacional, aponta Índice FIEC de Inovação

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Na manhã desta terça-feira (17), o Sistema FIEC divulgou os dados da 6ª edição do Índice FIEC de Inovação dos Estados. A pesquisa revelou importantes avanços para o Ceará e para o Nordeste.

De acordo com a pesquisa, pelo segundo ano consecutivo, o Ceará foi o estado mais inovador na região, alcançando a 8ª posição no ranking nacional. Na análise do cenário brasileiro, cinco dos seis estados que registraram aumento no índice estão localizados no Nordeste: Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Piauí e Alagoas.

Os resultados da pesquisa, realizada pelo Observatório da Indústria – Ceará e apoiada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), foram apresentados em evento híbrido, com a participação Gerente do Observatório e Economista-chefe da FIEC, Guilherme Muchale, e a Especialista em Inteligência Competitiva, Eduarda Mendonça. A apresentação dos dados aconteceu no Observatório da Indústria, instalado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará.

O objetivo do estudo é mapear os principais pontos relacionados à inovação nas 27 unidades da federação, funcionando como ferramenta para avaliar e guiar o desenvolvimento de políticas públicas. O levantamento mensura 12 indicadores, divididos em duas dimensões (Capacidades e Resultados).

“O Índice FIEC de inovação dos Estados tem sido extremamente relevante para não só orientar as políticas públicas  de fortalecimento da Ciência, Tecnologia e Inovação, mas também na sua utilização por parte da sociedade civil organizada e do setor produtivo para identificar os principais gargalos dentro dos ambientes de inovação estaduais e buscar a construção de uma agenda sinérgica de reforço dessa temática”, destacou Guilherme Muchale.

Resultados gerais

A nova edição do índice mostrou que São Paulo é o líder do ranking nacional de inovação, seguido pelo Rio de Janeiro (2º) e o Rio Grande do Sul (3º). Os três estados ocuparam de forma estável essas posições nos últimos cinco anos.

Nesse mesmo período, seis estados brasileiros subiram de posição no levantamento: Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Piauí, Alagoas e Espírito Santo. Este último obteve a maior evolução, saindo do 12º lugar, em 2020, para o 7º, em 2024.

No ranking por regiões, o Sudeste (1º) e o Sul (2º) registraram os melhores desempenhos. A região Centro-Oeste alcançou a 3ª posição, enquanto Nordeste e Norte ficaram em 4º e 5º lugar, respectivamente.

Os resultados, como explica Muchale, refletem a concentração histórica da inovação no eixo Sudeste-Sul, fruto de um ambiente inovador mais favorável.

“Os estados do Sul e Sudeste têm um investimento histórico em educação superior de pós-graduação, um ambiente de negócios diferenciado e intensidade de setores de maior nível de inovação, além de uma complexidade maior no setor produtivo local, o que gera resultados mais positivos. Já os estados do Norte e Nordeste acabam tendo que fazer um investimento mais intenso para que os resultados se reflitam nas próximas décadas”, afirmou.

Foto: Laura Guerreiro

Ceará em crescimento

Apesar do contexto desafiador, o Ceará conquistou números positivos nesta edição do Índice, alcançando, pelo segundo ano seguido, o posto de estado mais inovador do Nordeste. Na análise dos indicadores que compõem o Índice FIEC de Inovação, os melhores resultados do Estado foram nos quesitos Intensidade Criativa e Tecnológica e Sustentabilidade Ambiental, enquanto Empreendedorismo e Infraestrutura se demonstraram gargalos.

“O destaque do Ceará na região Nordeste se deve muito a indicadores como o de Intensidade Criativa e Tecnológica, porque o bom resultado nele indica que o mercado de trabalho de setores altamente tecnológicos está muito fomentado e também que o Ceará é um polo da economia criativa no Nordeste”, pontua Eduarda Mendonça. “Um outro indicador importante é o de sustentabilidade ambiental, no qual é analisada a capacidade de geração de energia renovável, como eólica, solar e biomassa. Isso é um diferencial no caso do Ceará, porque existe uma grande capacidade geracional de energia limpa, o que é muito positivo para a agenda ESG”, acrescenta.

Segundo Guilherme Muchale, o bom desempenho cearense no índice é reflexo da soma de esforços entre o setor produtivo, o poder público, a academia e a sociedade civil para valorizar a inovação, fortalecendo áreas como produção de energias renováveis, conectividade, economia digital, responsabilidade fiscal e outras.

“Os resultados mostram as boas escolhas feitas pelo Estado e a interação forte com o setor produtivo e a sociedade civil. Mas, se por um lado, o Ceará apresenta pontos positivos em alguns indicadores, por outro há uma agenda de fortalecimento do ambiente de empreendedorismo, do investimento em infraestrutura para inovação, e da complexidade dessa infraestrutura de apoio, seja com novos parques tecnológicos ou com o reforço da cooperação entre indústria e academia, por exemplo”, completa o Gerente do Observatório da Indústria-Ceará.

Sobre o Índice

Desenvolvido pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) com apoio da ABDI, o Índice de Inovação dos Estados tem como propósito identificar os principais pontos relacionados à inovação, bem como mensurar o patamar em que os estados brasileiros se encontram.

O Índice consiste em um instrumento informacional com capacidade de orientar os estados para o desenvolvimento de políticas públicas que fomentem um ecossistema inovador no Brasil. Ele é calculado tendo como base dois subíndices – Capacidades e Resultados – que avaliam o ambiente inovador (Capacidades) e as medições da inovação em si (Resultados). Como os dados são desagregados em doze indicadores e duas dimensões, a solução dos entraves fica mais direcionada.

O Índice de ‘Capacidades’ captura os seguintes elementos: Investimento e Financiamento Público em Ciência e Tecnologia, Capital Humano (Graduação e Pós-Graduação), Inserção de Mestres e Doutores, Instituições e Infraestrutura. Já o Índice de ‘Resultados’ avalia os aspectos de Competitividade Global, Intensidade Tecnológica e Criativa, Propriedade Intelectual, Produção Científica, Empreendedorismo e Sustentabilidade Ambiental.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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