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Ceará e mais sete estados oferecem fototerapia como tratamento para vitiligo

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Oito estados brasileiros disseram ter fototerapia como opção de tratamento para o vitiligo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O protocolo é um dos únicos conhecidos como eficazes para parte dos casos da doença, que ainda não tem tratamento específico definido no Brasil. No Ceará estão disponíveis a Fototerapia e medicamentos corticoides no Centro Dermatológico Dona Libânia, em Fortaleza.

Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná e Santa Catarina são os estados que afirmaram fornecer tratamento de fototerapia aos pacientes com vitiligo pelo SUS. O Ceará também oferece tratamentos orais e tópicos com corticoides e imunossupressores.

O vitiligo é uma condição crônica, autoimune e ainda sem causa específica é caracterizada pela despigmentação da pele. As manchas podem aparecer em qualquer momento da vida, por motivos diversos e em qualquer região do corpo. Nesta sexta-feira (1º) é comemorado o Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo.

Fototerapia

A dermatologista Alice Lobo, do Hospital Vila Nova Star da Rede D’or, explica que, na esfera privada, nem sempre o tratamento com fototerapia é acessível, mas é um dos principais métodos para estimular a repigmentação da pele na área afetada pelo vitiligo.

“Durante esse tratamento, a pele lesionada é exposta a uma luz controlada que ajuda a reativar os melanócitos, que são as células que produzem o pigmento da pele”, afirma.

Segundo ela, são feitas, em média, de 2 a 3 sessões por semana em hospitais ou consultórios para um bom resultado. “Nem todo mundo precisa ou pode fazer fototerapia. Ela costuma ser indicada para pacientes com manchas em crescimento e sem resposta a tratamentos como pomadas”, afirma.

A fototerapia, no entanto, não costuma ser indicada para pessoas com vitiligo muito extenso, com manchas antigas e para quem tem problemas de pele que pioram com a luz. Segundo o dermatologista Paulo Luzio, da Clínica de Vitiligo, o tratamento é um dos melhores disponíveis para a doença, mas não é indicado para todos os casos.

“Se o paciente não tem mais pelos com melanina na região que será tratada com o equipamento de fototerapia, por exemplo, [o tratamento] não vai ter eficácia, porque essa pessoa perdeu a capacidade de melhora ali, se o pelo já ficou branco”, explica.

Nem sempre a fototerapia é acessível na rede privada de saúde, segundo Lobo. Na rede pública, por exemplo, a maior parte dos locais que oferecem esse tipo de serviço o faz por meio de universidades públicas. Por isso, apesar de estar disponível em alguns estados pelo SUS, outros tratamentos também são oferecidos para o vitiligo na rede pública.

Tratamentos orais e tópicos

Secretarias de saúde de estados como Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí e Santa Catarina ainda oferecem tratamentos orais e tópicos com corticoides e imunossupressores.

De acordo com Lobo, dos tratamentos com medicamentos, os mais comuns são pomadas e cremes com tacrolimus e pimecrolimus, que, além de terem comprovação de eficácia, estão disponíveis na rede pública e podem ajudar a reduzir a inflamação da pele e estimular a repigmentação, principalmente em áreas mais sensíveis, como rosto e dobras. Esses tratamentos são, geralmente, indicados na fase inicial da doença.

De acordo com Luzio, para garantir que esse tipo de tratamento terá resultado para os pacientes, é preciso realizar esse tratamento clínico e, nos casos de não melhora, realizar a indicação cirúrgica, como o transplante de melanócitos, durante este procedimento, são retiradas células produtoras de pigmentos de regiões da pele do paciente que possui cor e implantadas na parte tomada pelo vitiligo.

“E esse tipo de tratamento até tem uma demanda razoável, mas a questão é que nem todo paciente de vitiligo tem indicação para essa cirurgia”, afirma Luzio, que diz não existir nenhuma contraindicação para a realização do procedimento, pois são células retiradas do próprio paciente, o que reduz o risco de rejeição.

Lobo ainda completa dizendo que cirurgias com enxertos e transplantes de melanócitos são procedimentos caros e realizados em consultórios dermatológicos privados. Esses tratamentos, segundo ela, são de difícil acesso pelo SUS.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que a Atenção Primária à Saúde (APS)) é a principal porta de entrada da rede para atendimento aos pacientes de vitiligo. Segundo a pasta, em 2024, foram registrados cerca de 30 mil atendimentos na modalidade para pessoas com vitiligo.

Entre janeiro de 2023 e março de 2025, o SUS realizou 126.828 atendimentos ambulatoriais e 351 internações hospitalares relacionadas ao vitiligo, segundo o ministério.

Outras opções de tratamento 

Além da fototerapia, corticoides, imunossupressores e transplante de melanócitos, uma nova alternativa para o tratamento do vitiligo são os imunobiológicos. Um dos cremes tópicos desenvolvidos apenas para o tratamento do vitiligo é o ruxolitinib (Opzelura), que, no entanto, não está disponível no Brasil.

Para se ter acesso ao medicamento, é necessário realizar a importação mediante a receita e autorização especial. Os custos do medicamento podem atingir um alto valor devido ao processo de importação.

Segundo Lobo, alguns suplementos alimentares e antioxidantes podem ajudar a proteger células da pele no processo de repigmentação porque o estresse oxidativo está relacionado ao surgimento de vitiligo em alguns casos. “Geralmente, esses suplementos são utilizados em combinação com outros tratamentos quando o paciente apresenta alguma deficiência”, completa a médica.

Fonte: Folhapress

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