Jericoacoara pode se tornar a segunda porta de entrada internacional do Ceará caso o governo federal aprove o pedido de internacionalização do aeroporto regional Comandante Ariston Pessoa, localizado em Cruz, no litoral norte do Estado.
O Governo do Ceará apresentou ao Ministério de Portos e Aeroportos a proposta de internacionalização do Aeroporto Regional de Jericoacoara Comandante Ariston Pessoa, localizado no município de Cruz. A informação foi divulgada pelo secretário do Turismo do Ceará, Gustavo Montenegro.
A iniciativa, formalizada pelo Governo do Ceará nessa quarta-feira (8) junto ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), busca permitir a chegada direta de voos vindos do exterior. Além de reduzir a concentração das operações internacionais hoje realizada pelo Aeroporto de Fortaleza.
Segundo o secretário do Turismo do Ceará, Gustavo Montenegro, a proposta foi construída em conjunto com a Fraport Brasil, concessionária que assumirá a administração do terminal em setembro. “Será um salto grande para o turismo da região”, afirmou. Além de ampliar a conectividade aérea, o governo pretende fortalecer a atração de turistas estrangeiros para um dos principais destinos turísticos do país.
O pedido acontece em um momento de expansão da movimentação do Aeroporto de Jericoacoara. Inaugurado em 2017 para atender um dos principais destinos turísticos do país, o terminal registrou crescimento de passageiros nos últimos anos. Consolidando, inclusive, sua posição como principal acesso aéreo ao litoral oeste cearense.
Somente nos sete primeiros meses de 2025, o aeroporto movimentou mais de 82 mil passageiros, avanço de cerca de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em julho de 2024, chegou a operar 218 voos em um único mês, figurando entre os aeroportos mais movimentados administrados pela Infraero naquele período.
Esse crescimento ajuda a explicar por que o governo considera viável ampliar o papel do terminal na malha aérea do Estado.
Com a internacionalização, o Aeroporto de Jericoacoara poderá receber diretamente voos internacionais da aviação geral, reduzindo essa etapa operacional. A mudança também abre caminho para futuras rotas comerciais internacionais, embora isso ainda dependa da decisão das companhias aéreas e das autorizações dos órgãos federais.
Na prática, a medida amplia as possibilidades de acesso ao destino. Especialmente para turistas estrangeiros e para o segmento de aviação executiva, que possui presença relevante na região.
Fonte: Economic News Brasil

