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Carnaval seguro: saiba como se prevenir das ISTs

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Carnaval é um período marcado por festas, diversão e paquera. Os dias de folia costumam propiciar um contato próximo entre as pessoas, que pode, eventualmente, terminar em um simples beijo na boca ou em relações sexuais. Nestes casos, é fundamental adotar medidas de prevenção para evitar Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Um dos métodos mais eficazes é o preservativo. Sem ele, problemas como sífilis, herpes genital, hepatites virais e HIV podem comprometer a diversão e a saúde dos foliões.

“A camisinha é o que realmente impede o contato com os fluidos sexuais, ou seja, com o que realmente transmite. Algumas lesões de HPV podem ser transmitidas pelo contato de pele com pele, mas o preservativo tem mais eficácia em proteger de tudo que é transmitido por secreções” conta Fernanda Remígio, infectologista do Hospital São José (HSJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).

Profilaxia pode impedir infecção do HIV

Para a prevenção específica do HIV, existem a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP). A PrEP é um método de prevenção à infecção pelo HIV que consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com ele. A medida é destinada, principalmente, a homens que têm relações sexuais com outros homens, pessoas transsexuais, trabalhadores do sexo e casais sorodiferentes (nos quais uma pessoa tem o HIV e a outra não).

“A PrEP está indicada antes da exposição sexual para as pessoas que já sabem que têm o risco de ter relação sem preservativo. Ela pode ser feita de forma contínua ou sob demanda, sob a orientação da equipe de saúde”, detalha Remígio.

Por outro lado, A PEP é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Ela é recomendada em situações em que alguém teve exposição ao HIV devido a relações sexuais ou em casos de violência sexual. Também é indicada para profissionais de saúde que sofreram acidentes com objetos perfurantes.

“A PEP pode ser feita em até 72h da exposição, e, aqui no HSJ, atendemos os pacientes que precisem deste tratamento em nosso serviço de urgência e emergência, que acontece todos os dias, 24h por dia. No atendimento, são realizados os testes rápidos da pessoa exposta e, a depender destes, é prescrita a medicação, que deve ser tomada por 28 dias, seguida de repetição de exames e acompanhamento por seis meses. Além disso, é feita triagem para outras ISTs”, descreve a infectologista.

O uso adequado de preservativos e a vacinação contra outras doenças complementam a prevenção combinada, oferecendo métodos adaptados às necessidades individuais. O Estado dispõe de mais de 30 serviços de atenção voltados ao acompanhamento de pessoas que vivem com HIV/aids nas diferentes Regiões de Saúde. A população pode buscar por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para ser encaminhada e ter acesso ao atendimento especializado.

 

Como ter acesso

No HSJ, a PrEP é realizada em pacientes do interior do Ceará que procurem o local. Inicialmente, é feita uma avaliação clínica antes da prescrição da medicação e, posteriormente, o paciente tem acompanhamento periódico com exames para avaliar a tolerância ao tratamento.

A PrEP também tem suas recomendações de uso, conforme explica Remígio. “As condições que necessitam de ajuste de medicações são principalmente insuficiência renal, uso de medicações anticonvulsivantes e rifampicina [usado no tratamento para tuberculose e hanseníase, por exemplo], entre outras, além da gestação. O ideal é o rastreio de condições preexistentes que possam interferir com a eficácia da medicação e discussão de estratégias de prevenção com o médico”, explica.

Acesso ao tratamento

É importante destacar a eficácia do tratamento disponível para as pessoas já infectadas com o vírus. A terapia antirretroviral é a principal estratégia para melhorar a qualidade de vida das pessoas com HIV. O tratamento tem mostrado ser fundamental na redução das taxas de mortalidade, internações e complicações relacionadas ao vírus. Pessoas com HIV que tomam a medicação e permanecem com o vírus indetectável não o transmitem.

E pode parecer música repetida, mas nunca é demais ressaltar: o uso da camisinha é primordial na hora de prevenir ISTs e gestações indesejadas.

Kátia Alves

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews) e Somos Mídia (@somosmidia). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura. Atualmente, também trabalha no site Conexão 085 (@conexao085oficial).

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