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Câmara aprova novas regras para venda e troca de milhas por dinheiro

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (13) o Projeto de Lei 3.083/26, que regulamenta os programas de fidelidade e estabelece novas regras para a venda, transferência e conversão de pontos e milhas em dinheiro. Pelo texto aprovado, empresas que administram programas de fidelidade só poderão restringir a venda de milhas pelos clientes caso ofereçam uma alternativa oficial para a conversão dos pontos em dinheiro.

Quando essa possibilidade não existir, os programas não poderão impor limitações à venda ou à transferência dos pontos. Nesses casos, também ficam impedidas medidas como bloqueio de contas, limitação do número de beneficiários ou exigência de reconhecimento facial para o resgate de produtos e passagens.

A proposta determina ainda que empresas que comercializem, direta ou indiretamente, pontos ou milhas mediante pagamento em dinheiro deverão garantir ao consumidor a possibilidade de realizar a conversão desses ativos novamente em dinheiro.

Conversão deverá ser feita por empresa independente

De acordo com o projeto, a operação de troca de pontos e milhas por dinheiro deverá ser realizada por uma empresa independente, com pelo menos sete anos de experiência e sem vínculo com companhias aéreas ou instituições bancárias. Autor da proposta, o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) afirma que a medida busca equilibrar a relação entre consumidores e empresas responsáveis pelos programas de fidelidade.

“Cria-se um monopólio econômico sobre a conversão de um ativo que o próprio consumidor adquiriu mediante pagamento: pode-se comprar, mas não se pode dispor livremente.”

O projeto também estabelece duas categorias de programas de fidelidade. Os programas de benefícios são aqueles que não permitem a conversão dos pontos em dinheiro. Já os programas transacionais oferecem essa possibilidade. A classificação deverá levar em consideração o funcionamento econômico efetivo do programa, e não apenas a denominação utilizada pela empresa.

Foto: iStock

Projeto considera algumas restrições abusivas

A proposta também considera abusivas práticas destinadas a impedir, restringir ou esvaziar o funcionamento do mercado secundário de pontos e milhas. A regra alcança medidas tecnológicas, contratuais, operacionais ou procedimentais consideradas desproporcionais.

Hugo Motta destaca votação

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), incluiu a regulamentação das milhas entre as propostas aprovadas pela Casa com impacto direto sobre os consumidores. Em publicação nas redes sociais após as votações, Motta também citou a aprovação de medidas relacionadas ao acompanhamento dos estoques de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e ao fortalecimento do futebol feminino.

“Cada uma dessas pautas nasceu do diálogo entre governo, oposição e sociedade. É assim que a Câmara segue entregando resultado com equilíbrio e responsabilidade.”

Com a aprovação na Câmara dos Deputados, o PL 3.083/26 segue agora para análise do Senado Federal. Para entrar em vigor como lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pelos senadores e, posteriormente, sancionada pelo presidente da República.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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