A Petrobrás e a QatarEnergy arremataram sete blocos na Bacia do Ceará, na Margem Equatorial, durante o 6º Ciclo da Oferta Permanente sob o regime de concessão, realizado nesta quarta-feira (7) pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no Rio de Janeiro. As empresas participaram juntas das disputas e ficaram com 70% e 30% de participação, respectivamente, em todas as áreas adquiridas.
No Setor SCE-AP3, a parceria arrematou o bloco CE-M-665, que era um dos dois colocados em oferta. A área possui 768,53 km² e prevê um Programa Exploratório Mínimo (PEM) de 130 unidades de trabalho (UT). O bônus de assinatura foi de R$ 9,13 milhões, com investimento mínimo previsto de R$ 39,21 milhões na fase de exploração.
Já no Setor SCE-AP2, Petrobrás e QatarEnergy levaram todos os seis blocos ofertados: CE-M-471, CE-M-473, CE-M-475, CE-M-477, CE-M-537 e CE-M-539. As áreas somam 3.921,15 km², com PEM total de 650 UT e investimento mínimo previsto de R$ 196,04 milhões na fase de exploração. O bônus de assinatura das seis áreas alcançou R$ 19,33 milhões.
Considerando os dois setores, a Bacia do Ceará teve sete blocos arrematados, de um total de oito ofertados. A área total adquirida chega a 4.689,68 km², enquanto o bônus de assinatura soma R$ 28,46 milhões. O PEM total é de 780 UT, correspondente a um investimento mínimo previsto de R$ 235,25 milhões na fase de exploração.
O 6º Ciclo teve 22 setores de blocos exploratórios e dois setores de áreas com acumulações marginais nas seguintes bacias: Potiguar, Tucano Sul, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Campos, Santos, Espírito Santo e Ceará — esta última a única que fica dentro da Margem Equatorial.
Nas licitações nesse regime, os critérios de escolha dos vencedores para blocos exploratórios são o bônus de assinatura ofertado (valor em dinheiro), a partir de um mínimo definido no edital, e as atividades que as empresas se comprometem a realizar na primeira fase dos contratos (fase de explicação), reunidas no chamado Programa Exploratório Mínimo (PEM).

