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Ansiedade na volta às aulas é comum? Especialista recomenda a escuta neste processo de retomada

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A retomada das aulas após as férias mexe com a rotina das famílias e também com o emocional de muitas crianças e adolescentes. Recomeçar atividades, retomar a convivência no grupo, reencontrar professores, tudo isso exige reorganização, e nem todos atravessam esse momento com naturalidade.

Para a psicopedagoga Manoela Abreu, diretora da Ways Bilingual School, nem todo desconforto é sinal de algo grave, mas merece atenção.

Segundo a especialista, a ansiedade na volta às aulas pode aparecer como irritabilidade, resistência para ir à escola, alterações no sono, ou até queixas físicas sem motivo aparente. O ponto de partida, afirma Manoela, é o vínculo.

“Quando a criança tem um adulto de confiança, seja em casa ou na escola, ela encontra mais segurança para atravessar as inseguranças típicas de qualquer recomeço. Por isso, mais do que preparar o material escolar, é essencial preparar o emocional”, aconselha.

Manuela alerta que frases como “isso é besteira” ou “tem que ir” desconsideram a subjetividade da criança e interrompem a possibilidade de conversa. Para a psicopedagoga, o ideal é ouvir com presença, validar o que ela sente e construir, junto com ela, caminhos possíveis.

Outro fator que influencia muito esse retorno é o quanto a rotina foi desregulada nas férias. “Sono trocado, alimentação bagunçada, excesso de tela… Tudo isso pode deixar o corpo e a mente desorganizados. Por isso, a orientação é simples e prática: retomar, ainda que gradualmente, os horários e limites que organizam a vida escolar”, indica.

O papel da escola

Manoela reforça que escola tem papel fundamental nesse processo de retomada das aulas. Não se trata de medicalizar sentimentos ou criar diagnósticos apressados, mas de oferecer uma escuta atenta. Para ela, uma escola bem preparada entende que a aprendizagem acontece melhor quando o aluno se sente seguro, respeitado e parte do grupo. E isso passa pelo acolhimento diário, pela observação dos comportamentos e por uma parceria verdadeira com as famílias.

“A escola precisa ser lugar de confiança. Quando os adultos caminham juntos, a criança sente que está protegida e pode aprender com mais tranquilidade”, conclui.

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