Home Economia Fraudes bancárias com IA devem mais que dobrar até 2030 e acendem alerta para consumidores

Fraudes bancárias com IA devem mais que dobrar até 2030 e acendem alerta para consumidores

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As perdas provocadas por fraudes financeiras impulsionadas por inteligência artificial devem crescer mais de 120% no mundo até 2030, saltando de US$ 25 bilhões em 2025 para US$ 55,3 bilhões ao final da década. Os dados fazem parte do Relatório de Inteligência Sobre Fraude de Identidade, desenvolvido pela empresa Unico em parceria com a consultoria Liminal.

“O avanço das ferramentas de inteligência artificial generativa tornou mais simples e barato executar golpes sofisticados, reduzindo drasticamente o custo operacional dos criminosos e ampliando a escala dos ataques. Entre as principais ameaças estão os chamados deepfakes, tecnologia capaz de reproduzir vozes, imagens e vídeos de pessoas reais para enganar vítimas e sistemas de autenticação”, destaca Carolina Barreto, advogada especialista em Direito Bancário.

Segundo o levantamento, uma única instituição financeira registrou mais de 8 mil tentativas de fraude utilizando deepfakes em apenas oito meses de 2025, acumulando perdas superiores a US$ 347 milhões relacionadas a esse tipo de golpe.

De acordo com a advogada, a sofisticação dos golpes exige atenção redobrada dos consumidores, mas também reforça a responsabilidade das instituições financeiras na adoção de mecanismos de segurança compatíveis com os riscos atuais.

“A evolução tecnológica dos golpes não transfere automaticamente ao consumidor o ônus da fraude. As instituições financeiras possuem dever legal de investir em sistemas eficazes de prevenção, monitoramento e autenticação das operações realizadas em suas plataformas”, explica.

Golpes no Brasil

Foto: Divulgação

O Brasil aparece entre os países mais expostos ao problema. A América Latina concentra 48,3% dos casos de identidade sintética registrados globalmente, mais que o dobro da média mundial, estimada em 23%.

A especialista destaca que a jurisprudência brasileira já consolidou o entendimento de que bancos podem ser responsabilizados por falhas na prestação do serviço e na segurança das transações.

“Quando há movimentações incompatíveis com o perfil do cliente ou falhas nos mecanismos de validação da identidade, é possível discutir judicialmente a responsabilidade da instituição financeira e a reparação dos prejuízos sofridos pelo consumidor”, conclui Carolina Barreto.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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