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Equilíbrio sobre restrição: especialista alerta para os perigos de dietas radicais e orienta sobre alimentação consciente

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Em um cenário onde as redes sociais propagam métodos de emagrecimento rápido e restrições severas, a busca pela saúde acaba, muitas vezes, sendo substituída por comportamentos de risco. A busca por resultados imediatos tem levado muitos consumidores a adotarem dietas que prometem milagres, mas que escondem perigos severos ao organismo.

A exclusão radical de grupos alimentares, como carboidratos ou gorduras, pode acarretar deficiências vitamínicas graves, perda de massa muscular e até o desenvolvimento de distúrbios alimentares. O alerta ganha força diante do aumento de casos de fadiga extrema e queda de imunidade associados a regimes sem acompanhamento profissional.

A nutricionista do Supermercado Guará,  Joyce Marinho, explica que o foco da alimentação deve ser sempre a densidade nutritiva e a sustentabilidade do hábito a longo prazo. Segundo ela, muitas pessoas acreditam que a restrição é o único caminho, mas a base da saúde reside na “comida de verdade”, aquela que vem da natureza e passa por menos processos industriais.

A especialista ressalta que dietas muito restritivas elevam os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Esse desequilíbrio químico pode desencadear episódios de compulsão alimentar e o indesejado efeito sanfona, prejudicando não apenas o corpo, mas também a saúde mental do indivíduo.

Além dos impactos fisiológicos, é fundamental considerar a individualidade bioquímica e o contexto de vida de cada pessoa. Na prática clínica, observa-se que estratégias muito rígidas tendem a falhar não por falta de disciplina, mas por não respeitarem a rotina, preferências alimentares e até o estado emocional do indivíduo. Um plano alimentar eficaz deve ser flexível, adaptável e construído de forma gradual, promovendo autonomia e uma relação mais equilibrada com a comida, ao invés de reforçar ciclos de culpa.

Para uma mudança segura, a orientação técnica reforça a regra do prato colorido. Pelo menos metade da refeição deve ser composta por vegetais, garantindo o aporte necessário de fibras e micronutrientes. Além disso, a hidratação correta é vital, com uma recomendação média de 35ml de água para cada quilo de peso corporal.

Outro ponto essencial é a substituição de ultraprocessados por alimentos in natura. A nutricionista sugere que o consumidor troque biscoitos e lanches industrializados por frutas da estação ou castanhas. Aprender a ler os rótulos também é um passo importante, observando sempre os primeiros itens da lista de ingredientes.

 

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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