O Espaço Evoluir, equipamento da Câmara de Fortaleza (CMFor) inaugurado em setembro do ano passado, ultrapassou a marca de 3.500 atendimentos nesta semana. A unidade é voltada à rede de cuidado a crianças e adolescentes autistas e com síndrome de Down na capital cearense. O equipamento acompanha, atualmente, 110 pacientes, com idades entre 3 e 17 anos, todos dependentes de funcionários da Casa Legislativa municipal.

Para o presidente da Casa, vereador Leo Couto, os números são reflexos da dedicação e trabalho dos profissionais que atendem no Espaço Evoluir e do compromisso dos 43 vereadores com a inclusão, que abraçaram a causa. Ele relembra, inclusive, que a capacidade inicial era de 60 pacientes e, hoje, conseguimos ampliar para atender 110.
“Hoje o Espaço Evoluir é uma política de rede de cuidado consolidada na Câmara de Fortaleza, e eu tenho muito orgulho de ter dado esse pontapé inicial. O Espaço Evoluir e a Gestão de Inclusão são caminhos sem volta. Os próximos presidentes que virão terão que ampliar e melhorar”, complementa Leo.

O Espaço oferece atendimento contínuo por meio de uma abordagem multidisciplinar, reunindo especialidades como neuropediatria, terapia ocupacional, serviço social, fonoaudiologia, musicoterapia, psicologia, nutrição e psicomotricidade. Além das terapias individuais, também são realizadas atividades em grupo voltadas ao desenvolvimento de habilidades sociais e sessões coletivas de musicoterapia.

Outro diferencial do serviço é o acolhimento às famílias. O Espaço Evoluir promove grupos de apoio destinados aos pais e responsáveis, criando um ambiente de escuta, orientação e troca de experiências, reconhecendo o papel fundamental da rede familiar no processo terapêutico, como aponta a coordenadora do equipamento, Cinthya Viana.
“Um dos nossos diferenciais é o serviço de apoio aos ‘pães’. É um grupo terapêutico voltado pra acolher e trabalhar a escuta terapêutica dessas famílias. Então, tem uma escuta totalmente voltada para acolhê-los também. Dessa forma, a gente consegue que as terapias desenvolvidas aqui sejam continuadas em casa”, explica Cinthya.

