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Pecém receberá aporte de R$ 6,5 bilhões para usina termelétrica a gás natural

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O Complexo do Pecém receberá um dos maiores investimentos recentes em infraestrutura energética e logística do Ceará após a seleção, pelo Governo Federal, do projeto da nova usina térmica a gás natural no leilão de capacidade.

Batizado de Jandaia, o empreendimento será desenvolvido pelas empresas Eneva e Diamante e prevê aporte de R$ 6,5 bilhões, com início das obras ainda no primeiro semestre de 2026 e entrada em operação programada para 2030. A escolha do projeto reforça o papel do Pecém como polo estratégico para a expansão da matriz energética nacional e para a atração de novos negócios industriais no Estado.

A nova usina se insere em um momento de crescente valorização de ativos capazes de combinar escala, segurança de suprimento e capacidade de resposta às necessidades do sistema elétrico. Ao assegurar uma nova planta termelétrica movida a gás natural, o Pecém fortalece sua posição como plataforma de infraestrutura energética integrada, ampliando sua relevância não apenas para o Ceará, mas para o abastecimento e a estabilidade do sistema em âmbito nacional.

Para o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, o resultado representa um marco estratégico para o equipamento e para o desenvolvimento econômico cearense, ao consolidar a competitividade da região e ampliar sua capacidade de atrair investimentos.

“Esse resultado representa um marco estratégico para o Complexo do Pecém e para o desenvolvimento do Ceará. Estamos falando de um investimento robusto, que fortalece nossa infraestrutura, amplia a segurança energética e cria novas oportunidades para a indústria”, ressalta Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

O impacto do projeto, no entanto, vai além da geração de energia. A operação da térmica exigirá uma nova estrutura logística no porto, que contará com a implantação do chamado Píer Zero, voltado ao transporte de gás natural, com investimento adicional de R$ 430 milhões.

“Haverá um volume excedente de gás, suficiente não apenas para as térmicas, mas também para abastecer nossas indústrias e atrair novos empreendimentos”, destaca.

A estrutura será integrada a um navio do tipo FSRU, unidade flutuante de regaseificação de gás natural liquefeito, que ficará ancorado para fornecer o combustível à usina e garantir a conexão com as térmicas. A previsão é que a nova instalação movimente 18 milhões de metros cúbicos de gás natural por ano, criando uma base de suprimento robusta e ampliando a infraestrutura disponível para o setor produtivo.

Esse aspecto é considerado decisivo para o futuro industrial do Complexo do Pecém. Segundo a direção do porto, as negociações em torno do projeto preveem volume excedente de gás, além do necessário para atender à nova térmica, o que poderá abastecer indústrias já instaladas e funcionar como estímulo à chegada de novos empreendimentos.

Na prática, a nova usina e o novo píer ajudam a desenhar um cenário em que energia e logística passam a atuar de forma articulada como vetores de competitividade. Para a economia cearense, o projeto sinaliza não apenas reforço da segurança energética, mas também a abertura de uma nova frente de crescimento industrial sustentada por infraestrutura de grande porte e oferta ampliada de gás natural.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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