A instalação de um Data Center no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), esteve na pauta que reuniu o governador Elmano de Freitas, o ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente Lula com representantes do TikTok. O encontro aconteceu em New York, antes da participação de Lula na Conferência das Nações Unidas. O governador cearense quer garantir a instalação de um centro de dados da ByteDance (proprietária do TikTok) no Estado. O empreendimento deve custar R$ 50 bilhões.
Crescimento digital
Data centers são estruturas físicas que concentram milhares de servidores, responsáveis por armazenar, processar e distribuir grandes volumes de informações. Essenciais para o funcionamento de serviços digitais, eles sustentam desde redes sociais e streaming até comércio eletrônico e aplicações em nuvem.
O Brasil se tornou alvo de investimentos nesse setor por reunir condições estratégicas: um dos maiores mercados de internet do mundo, necessidade de reduzir a latência nas conexões e aumento da demanda por armazenamento seguro de dados no País, estimulada também pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A digitalização da economia e a expansão do 5G intensificam ainda mais o interesse de empresas globais de tecnologia em fincar presença em território brasileiro. Nesse cenário, o Ceará começa a se destacar como rota atraente para inovação.
Nova rota
Nos últimos meses, o Estado tem atraído a atenção de investidores, gestores de TI e companhias do setor. A combinação de infraestrutura moderna e localização estratégica transformou o Pecém em aposta de grandes grupos. O projeto em negociação com a ByteDance reforça essa tendência.
O marco inicial desse novo ciclo veio com a aprovação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para a construção de dois data centers no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), a pouco mais de 60 quilômetros de Fortaleza. Será o maior empreendimento do tipo no Nordeste.
A capacidade inicial é de 300 MW conectados diretamente à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN). O investimento pode chegar a R$ 50 bilhões, com destaque para as negociações em andamento com a ByteDance.


