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Calázio: inflamação das pálpebras tem baixa prevalência, mas exige atenção clínica

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O calázio é uma inflamação provocada pelo entupimento das glândulas de Meibômio, localizadas nas pálpebras. Ao contrário do terçol, que é infeccioso e doloroso, o calázio tende a ser indolor e persistente, podendo causar incômodo estético ou interferir na visão, dependendo do tamanho e da localização.

Segundo a oftalmologista Dra. Wanessa Carneiro, o problema ocorre quando o canal de drenagem da glândula sebácea é obstruído, o que leva ao acúmulo de secreção oleosa. “Esse material retido gera uma reação inflamatória crônica, formando um nódulo que pode durar semanas ou até meses se não tratado corretamente”, explica a médica.

Os sintomas mais comuns incluem inchaço localizado na pálpebra, sensação de peso nos olhos e, em casos mais avançados, turvação da visão. Embora muitas vezes desapareça espontaneamente, o calázio pode requerer intervenção médica, principalmente quando há recorrência ou prejuízo à função visual.

O tratamento inicial costuma envolver compressas mornas aplicadas várias vezes ao dia, com o objetivo de facilitar a drenagem da secreção. “Se o quadro não evolui com as medidas corretas, pode ser necessário o uso de medicamentos anti-inflamatórios ou, em último caso, uma pequena cirurgia para remoção do nódulo”, afirma Dra. Wanessa.

A especialista também destaca a importância da higiene adequada da região ocular, especialmente em pessoas com blefarite ou pele oleosa, condições que aumentam o risco de desenvolvimento do calázio. “Evitar o uso compartilhado de maquiagem, remover totalmente os produtos dos olhos e manter as pálpebras limpas são cuidados simples que fazem diferença”, orienta.

Em síntese, o calázio apresenta baixa frequência na população, com prevalência entre 0,5% e 1,5% a 0,6%, mas pode evoluir para complicações estéticas ou visuais se não tratado. A recomendação é procurar um oftalmologista em caso de persistência por mais de quatro a seis semanas, recidiva ou interferência na visão.

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