O Sindicato dos Médicos do Ceará anunciou nesta terça-feira (8), a paralisação parcial das atividades médicas em três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Fortaleza: Vila Velha, Cristo Redentor e Bom Jardim a partir de 11 de julho de 2025, após 72h do envio do ofício, caso não haja um posicionamento formal da Viva Rio, gestora das unidades, sobre as mudanças propostas na forma de contratação dos profissionais.
A decisão, que foi tomada em assembleia unânime na segunda-feira, dia 7, reflete a preocupação da categoria com a grave insegurança jurídica, financeira e profissional gerada pelas alterações anunciadas. Os médicos reivindicam a manutenção da possibilidade de contratação via Pessoa Jurídica (PJ) própria e a preservação integral dos valores atualmente pagos pelos plantões.
“É essencial que qualquer alteração contratual ocorra com transparência, diálogo prévio e respeito à autonomia profissional dos médicos”, afirma o presidente do Sindicato, Edmar Fernandes.
A nova pessoa jurídica apresentada pela Viva Rio para contratação dos médicos é motivo de apreensão, já que sua constituição, estrutura societária e obrigações permanecem “obscuras para os profissionais”. Além disso, a categoria se opõe à redução dos valores dos plantões.
Impacto para a população
A paralisação será parcial, com atendimento restrito a casos classificados como “vermelhos” e “laranjas”, ou seja, urgências e emergências. O Sindicato garante que o atendimento a intercorrências e serviços essenciais será mantido, em respeito à ética médica e ao princípio da continuidade mínima do serviço essencial, de modo a não comprometer a assistência vital à população.
O Sindicato dos Médicos do Ceará reitera sua disponibilidade para diálogo imediato com a Viva Rio, buscando uma solução que evite prejuízos aos profissionais e à assistência prestada à população.

