Home Economia Cesta básica de Fortaleza é a mais cara do Norte e Nordeste; alta foi de 5,48% no ano

Cesta básica de Fortaleza é a mais cara do Norte e Nordeste; alta foi de 5,48% no ano

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O preço da cesta básica aumentou 13,22% em Fortaleza nos últimos 12 meses, o maior avanço do país, seguido de João Pessoa (12,38%), Natal (11,96%) e Recife (11,73%), segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Entre janeiro e fevereiro deste ano, o aumento dos produtos na capital cearense foi de 5,48%, passando a custar R$ 710,66, o equivalente a 50,61% do salário mínimo. Em fevereiro, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica na cidade foi de 102 horas e 59 minutos. No mesmo período, entre as capitais do Nordeste, o maior aumento foi observado em Salvador (7,69%), seguido de Recife (6,29%), Natal (5,06%), João Pessoa (4,53%), e ­Aracaju (4,76%).

Os dados são do DIEESE e foram divulgados nessa terça-feira (10). Entre os produtos da cesta básica, o arroz e o feijão, itens básicos da mesa do brasileiro, tiveram valores contrários para o Fortalezense. Enquanto o custo do quilo do feijão caiu 0,13% em Fortaleza, o do arroz subiu 0,67%. O arroz, inclusive, vem em crescente alta na cidade. Nos últimos 12 meses, o produto acumula avanço de 1,50%.

Para o economista Helder Cavalcante, o aumento de 5,48% no custo da cesta básica em Fortaleza nos primeiros dois meses do ano, chegando a R$ 710,66, reflete uma pressão inflacionária significativa sobre o consumo essencial, especialmente considerando que já compromete 50,61% do salário mínimo.

“O avanço anual de 13,22% sugere uma perda de poder de compra da população, impactando principalmente as camadas de menor renda. Além disso, o tempo médio necessário para adquirir a cesta básica, mais de 102 horas de trabalho, evidencia um descompasso entre a valorização do salário mínimo e o encarecimento dos itens básicos, o que pode afetar o consumo e a demanda por bens e serviços na economia local”.

Ainda segundo a estatística do DIEESE, nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 580,45), Recife (R$ 625,33) e Salvador (R$ 628,80). Entre os maiores vilões para o aumento no preço da cesta estão o café, que subiu em todas as capitais pesquisadas, o tomate e o quilo da carne bovina de primeira.

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