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Pesquisador da Escola de Gastronomia Social é finalista no prêmio Brasil Criativo

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Joélho Caetano, pesquisador da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco (EGSIDB), é finalista no prêmio Brasil Criativo com o sorvete de Farinhada, desenvolvido durante a 6ª edição do Laboratório de Criação em Cultura Alimentar, programa de pesquisa do equipamento, espaço da Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará, gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar.

O resultado da premiação será divulgado nesta quinta-feira (12), em São Paulo. Para a participação de Joélho no evento de premiação, a EGSIDB contou com a parceria do Hub Cultural Porto Dragão. Selene Penaforte e Leo Porto, diretores dos equipamentos, também estarão no evento.

O Sorvete de Farinhada, que é de farinha mesmo (e não de tapioca), é resultado do projeto proposto por Joélho Caetano, que buscava valorizar a cultura alimentar da comunidade quilombola Conceição dos Caetanos, onde tem seis casas de farinha ativas e uma cultura diária em torno da mandioca.

Foto: Ascom Escola de Gastronomia Social

Baseado no estudo e registro da cultura alimentar do território, Joélho foi inspirado pela forte presença da agricultura familiar, notadamente nas farinhadas tradicionais, para criar um sorvete que representasse a comunidade.

Junto com o professor e chef Bruno Modolo, o mentor, e Afra Colodette e Andrea Bellucci, idealizadores da gelateria cearense Bellucci, Joélho chegou a receita que traz mandioca na base do creme do sorvete, farofa de rapadura, coco e manteiga da terra. O projeto contou ainda com a parceria do Mestrado em Gastronomia, da Universidade Federal do Ceará, para a realização da avaliação sensorial.

“A proposta era buscar uma aproximação com a cultura alimentar da minha comunidade. O Laboratório de Criação da Escola de Gastronomia Social abraçou a causa, viu meu potencial e deu todas as ferramentas para criar algo novo. Junto com meu mentor, a gente conseguiu fazer uma receita de sorvete gostoso, o mais artesanal possível, com produtos que  a gente consegue pegar ali na terra”, afirma Joélho.

Para Selene Penaforte, superintendente da EGSIDB, essa pesquisa tem um grande significado que agora chega mais longe com a premiação.

“Esse resultado reforça o nosso investimento em políticas públicas de atenção às comunidades tradicionais e a novas lideranças que ajudam a resgatar o sentido e a força da organização comunitária. Além disso, a pesquisa promove a inovação cultural sem perder de vista a identidade, as tradições e as memórias do local”, destaca.

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