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Hemoce celebra Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença Falciforme

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Em 19 de junho, comemora-se o Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença Falciforme (DF). Para celebrar a data, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), equipamento da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), promove, entre os dias 19 e 22 de junho, diversas atividades em alusão ao período.

As ações acontecem na sede do Hemoce, em Fortaleza, e nos hemocentros regionais nas cidades de Crato, Sobral, Iguatu e Quixadá. Referência no Estado para atendimento de pacientes adultos com o diagnóstico, o Hemoce acompanha cerca de 570 pessoas em todo o território cearense.

A programação visa compartilhar experiências e proporcionar integração entre os pacientes com doença falciforme, além de reafirmar a importância da continuidade do tratamento.

“O Dia Mundial é uma data muito importante para o paciente compreender um pouco mais sobre a sua doença, o autocuidado e a adesão ao tratamento. É um dia importante também para a população saber que, em caso do teste do pezinho sinalizar o diagnóstico, é indicado procurar um hematologista para receber as devidas orientações e, se necessário, iniciar o tratamento adequado”, pontua Fernanda Benevides, hematologista, hemoterapeuta e coordenadora dos ambulatórios do Hemoce.

Doença Falciforme

A doença falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária causada por uma alteração genética que provoca má-formação nas hemácias (glóbulos vermelhos).

“As células normais são arredondadas e maleáveis. Com as alterações, essas células passam a ter um formato de meia lua ou foice, impedindo a circulação de sangue e oxigênio para tecidos e órgãos, causando várias complicações”, explica a hematologista e coordenadora médica dos ambulatórios do Hemoce, Fernanda Benevides.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença acontece por meio do teste do pezinho, realizado logo nos primeiros dias de vida das crianças. Outra forma é o exame de sangue eletroforese de hemoglobina, feito nos pequenos com mais de seis meses e em adultos.

Quando a doença falciforme é identificada ainda na infância, os pacientes são encaminhados para o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), também da Rede Sesa. A partir dos 18 anos, o tratamento é realizado no Hemoce. Ambas as unidades são referências estaduais no tratamento da hemoglobinopatia hereditária.

Rede

O hemocentro conta, na capital cearense, com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, dentistas, farmacêuticos, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais para o atendimento de pacientes com o diagnóstico. No Interior, o atendimento é realizado por meio dos hemocentros regionais, localizados nas cidades de Sobral, Crato, Quixadá, Iguatu e Juazeiro do Norte.

Para mais informações sobre exames e diagnóstico, os adultos que têm algum indício de doença falciforme podem procurar o Ambulatório de Coagulopatias e Hemoglobinopatias do Hemoce pelo telefone (85) 3208-0810. Apesar de a doença não ter cura, o tratamento permanente melhora a qualidade de vida. Por meio de medicações, acompanhamento com hematologistas e exames periódicos, as chances de ter crises de dores e complicações da doença são bem menores.

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