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Vendas no varejo cearense cresceram 8,6% entre janeiro e novembro de 2023, aponta IBGE

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Entre janeiro e novembro de 2023, o volume de vendas do comércio varejista local cresceu 8,6%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos últimos 12 meses, o setor avançou 8,0%. Este foi o mesmo índice do mês de novembro (8,0%), quando comparado com novembro de 2022. Frente a outubro de 2023, o volume de vendas do comércio varejista cearense de novembro variou -0,4%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas variou 0,3% em novembro. O acumulado no ano foi de 6,8% e o acumulado em 12 meses, de 5,8%.

A variação de -0,4%, na margem do comércio varejista, do mês de novembro, representa o segundo mês consecutivo de taxa negativa, uma vez que em outubro o indicador foi de -1,1% e em setembro havia sido de 2,6%. Vale destacar que, ao longo do ano de 2023, os maiores resultados positivos foram em janeiro (3,7%) e setembro (2,6%).

Cinco atividades avançaram, frente a novembro de 2022

Na comparação com novembro de 2022, o varejo apresentou cinco setores com resultados positivos: Tecidos, vestuário e calçados (5,0%), Móveis e eletrodomésticos (5,3%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (14,9%).

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (14,3%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (14,2%). Por outro lado, três atividades apresentaram queda: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-35,6%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-39,0%) e Combustíveis e lubrificantes (-7,2%).

No varejo ampliado, Veículos e motos, partes e peças teve resultado de 23,3%, Material de construção decresceu 5,4% e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo teve alta de 16,3% em relação a novembro de 2022. Com esses resultados, o comércio varejista ampliado no Estado do Ceará, no indicador interanual, apresentou variação de 12,4%, sendo o terceiro em destaque entre os 27 estados.

O setor de Tecidos, vestuário e calçados teve alta de 5,0% frente a novembro de 2022, o maior resultado positivo dos últimos três meses. No ano, os acumulados do setor são positivos: 1,5% até setembro, 1,4% até outubro e 1,8% até novembro. No cenário do acumulado em doze meses, tem-se evolução crescente: -1,8% até setembro, -0,8% até outubro e 0,5% até novembro.

Já a atividade de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou a maior variação positiva entre as demais atividades no indicador interanual (14,9%) em novembro, superior ao resultado anterior (14,6%) na comparação de outubro de 2023 com outubro de 2022. No ano, o acumulado é de 13,3% até novembro, estável há três meses: 13,0% até setembro e 13,1% até outubro. Nos últimos doze meses, o acúmulo também é positivo até novembro (12,9%).

A atividade de Combustíveis e lubrificantes apresentou resultado negativo de 7,2% nas vendas de novembro de 2023 frente a novembro de 2022, resultado próximo ao auferido no mês anterior (-7,3%), sendo o terceiro resultado negativo consecutivo. Vale lembrar que a trajetória de crescimento da atividade no indicador de volume no segundo semestre de 2022 foi atrelada à política de redução de preços da gasolina, iniciada em julho de 2022, elevando a base de comparação.

Brasil

Entre outubro e novembro do ano passado, as vendas no comércio varejista no país variaram 0,1%. Pelo segundo mês consecutivo, este indicador mostrou estabilidade ante o mês anterior, pois em outubro a variação havia sido de -0,3%. Com isso, o setor se encontra 1,9% abaixo do recorde da série, ocorrido em novembro de 2020, e está 4,5% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020). O acumulado do ano chegou a 1,7% e o dos últimos 12 meses, a 1,5%.

Das oito atividades pesquisadas, seis tiveram resultados positivos em novembro. Os principais impactos sobre o índice geral vieram de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (18,6%), Móveis e eletrodomésticos (4,5%) e Tecidos, vestuário e calçados (3,0%).

De acordo com o IBGE, um dos fatores que explicam o resultado é a Black Friday, que acontece no fim de novembro, e, em 2023, ajudou a garantir a estabilidade das vendas. Quatro atividades são influenciadas pela Black Friday: Tecidos, vestuário e Calçados; Móveis e Eletrodomésticos; Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; e Outros artigos de uso pessoal e domésticos.

A atividade que mais cresceu foi Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que avançou 18,6%, seguida por móveis e eletrodomésticos (4,5%). Além da Black Friday, o fator que mais contribuiu para o desempenho de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, foi a depreciação do dólar, que recuou 2,5% em novembro, ajudando às vendas dos produtos de informática, segundo o IBGE.

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