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Paralisação do Hospital do Coração de Sobral impacta mais de 600 consultas e exames

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Desde a última sexta-feira (18), o Hospital do Coração de Sobral enfrenta a paralisação de seus atendimentos devido à falta de repasse do extrateto de cerca de R$ 2 milhões aprovados em reunião com o Conselho Estadual de Saúde (CESAU) e alinhados com a Secretaria da Saúde do Ceará (SESA). Em atualização após sete dias de paralisação, a SESA já realizou o repasse à Prefeitura de Sobral, que agora aguarda a assinatura do decreto pela Câmara Municipal autorizando o encaminhamento do recurso ao hospital.

Desde o ocorrido, apenas os atendimentos de casos de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST e de BAVT, além do suporte aos internados continuam sendo atendidos no Hospital, respeitando a gravidade clínica dos pacientes.

Em ofício emitido na quinta-feira (24), o Hospital fez um balanço dos atendimentos que estão sendo prejudicados por conta da paralisação. Até o momento, 46 consultas cardiológicas; 07 ecocardiograma transtorácico; 03 ultrassonografia de carótidas; 518 eletrocardiogramas; 20 monitorização pressórica de 24 horas (MAPA); 25 monitorização pelo sistema Holter 24 horas e 12 cateterismo cardíaco eletivo deixaram de ser realizados para a população. Tais números evidenciam a urgência necessária no repasse do extrateto para o restabelecimento completo da unidade.

“O extrateto representa o trabalho realizado entre junho de 2021 e junho de 2022, ainda na época da Covid, e que não haviam sido entregues, o caso vem prejudicando milhares de pacientes entre as mais de 50 regiões contempladas pelo atendimento do Hospital, além da falta de materiais adequados para o trabalho dos profissionais da saúde. Agora, aguardamos a resolução por meio da Câmara Municipal para que o repasse seja feito imediatamente ao Hospital”, declara o diretor do Sindicato dos Médicos, Dr. Edmar Fernandes.

Dra Thaís Timbó, gerente jurídica do Sindicato dos Médicos também reafirma a necessidade da urgência nas ações de cada órgão. “Diante de toda essa situação, sabemos que existem muitos profissionais com atrasos de pagamentos, e é por isso que o Sindicato está atuando diretamente e acompanhando de perto esse caso. Temos pacientes que estão sendo prejudicados, portanto, o ideal é que o município e a Câmara consigam agir com celeridade para que os profissionais voltem a atender”, afirma.

Além de solicitar providências urgentes à SESA, o Sindicato dos Médicos reitera a necessidade de repasse do montante relativo à Política de Hospital Polo nas especialidades de clínica cardiológica e cirurgia cardiológica, pois apenas o extrateto não é suficiente. Também reforça o pedido para o credenciamento do hospital em tela na especialidade de anestesiologia e a habilitação das UTI’s, ambas na Política de Incentivo Hospitalar do Estado

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