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Remédios para refluxo podem aumentar risco de demência em 33%

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O refluxo é caracterizado pelo retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago, o que causa sintomas desagradáveis como queimação, dores abdominais, regurgitações e arrotos constantes. Diante do incômodo, muitas pessoas buscam formas de amenizar o desconforto por meio de remédios.

Alguns medicamentos para a azia, porém, podem estar relacionados ao aumento do risco de desenvolvimento de demência, de acordo com um estudo publicado na na revista Neurology, em 9 de agosto.

Um dos tipos de medicamentos usados para tratar o refluxo são os inibidores da bomba de prótons, também conhecidos como IBPs. Eles são frequentemente relacionados a um maior risco de insuficiência renal, derrame e morte precoce por qualquer doença.

Segundo o estudo, pessoas com 45 anos ou mais que tomaram IBPs para azia por mais de quatro anos tiveram um risco 33% maior de desenvolver demência em comparação a indivíduos que nunca usaram os remédios.

Os pesquisadores identificaram a deficiência de vitamina B12 e a dificuldade no metabolismo da proteína amilóide (relacionada ao Alzheimer) como possíveis relações entre o uso excessivo de IBPs e a demência.

“Alguns estudos mostraram que o uso de medicamentos para refluxo ácido pode estar associado a baixos níveis de vitamina B12. Isso está associado ao pensamento prejudicado e à memória fraca”, diz uma das autoras do estudo, Kamakshi Lakshminarayan, neurologista da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota em Minneapolis, por e-mail à CNN.

“Este estudo não prova que as drogas para refluxo ácido causam demência, ele mostra apenas uma associação entre a doença e os remédios. Mais pesquisas são necessárias para confirmar nossas descobertas em outros grandes grupos de estudo e entender a possível ligação entre o uso prolongado de inibidores da bomba de prótons e maior risco de demência”, acrescenta Lakshminarayan.

A demência não é uma doença única, mas sim um termo que engloba uma série de comorbidades caracterizadas pelo declínio cognitivo devido a danos cerebrais.

Fonte: Metrópoles

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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