O presidente Jair Bolsonaro (PL) exonerou o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, que em novembro virou réu por improbidade administrativa acusado de pedir votos irregularmente para Bolsonaro durante a disputa presidencial. A dispensa do cargo saiu no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (20).
Silvinei também é investigado por conta das barreiras que a PRF montou em rodovias no segundo turno para abordar ônibus com eleitores, descumprindo ordens do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pela suspeita de omissão diante dos bloqueios ilegais feitos por bolsonaristas radicais que não aceitaram o resultado da votação.
Na época dos bloqueios, o STF determinou que a PRF desobstruísse os bloqueios, prevendo a prisão de Vasques e multa de R$ 100 mil no caso de descumprimento da decisão. Segundo informações, apesar da determinação, os servidores da instituição apontaram que a corporação não parecia interessada em resolver a situação.
Em nota, a PRF informou que o diretor-executivo Marco Antônio Territo de Barros chefiará a instituição até a definição pelo governo do novo diretor-geral da PRF.

