Home Saúde Setembro Amarelo: Psicóloga lista medidas para identificação e prevenção de comportamentos suicidas

Setembro Amarelo: Psicóloga lista medidas para identificação e prevenção de comportamentos suicidas

5 min read
0
0
153

O número de suicídios no Brasil cresceu 11,8%, em 2022, na comparação com 2021, segundo levantamento presente no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com a psicóloga Karen Crisóstomo, professora do curso de Psicologia do Centro Universitário Fametro (Unifametro), é possível identificar e prevenir o início de um comportamento suicida estando atento às diversas manifestações do sofrimento, tanto em comportamento, quanto em falas.

Em 2022, o Fórum registrou 16.262 casos de suicídio, uma média de 44 por dia, contra 14.475 registrados no ano anterior. Em termos proporcionais, o Brasil teve 8 suicídios por 100 mil habitantes em 2022, contra 7,2 em 2021.

Karen lembra que cada pessoa lida com os sofrimentos de maneira diferente, portanto, é fundamental que se possa estar atento aos comportamentos que indiquem aspectos como mudanças de humor; preferência por se manter isolado; perda de interesse por coisas que antes tinha interesse; falas depreciativas como “sou inútil”, “se eu morrer ninguém sentirá minha falta” ou “a vida não tem sentido”; e o aumento ou início do uso de drogas.

A depressão, segundo Karen, pode ser um fator de risco para o suicídio, mas é preciso cautela ao associar o transtorno ao ato de tirar a própria vida, pois não são apenas pessoas diagnosticadas com depressão que pensam ou tentam suicídio.

“Como a depressão é um transtorno mental, ou seja, não há cura, existem comportamentos que se intensificam nos momentos de crise, como o humor deprimido, no qual a pessoa não consegue realizar atividades cotidianas, como por exemplo, a higiene básica, ou até mesmo se alimentar. Nesses momentos, por vezes, a ideação suicida, ou até mesmo o planejamento e por fim o ato do suicídio, podem estar presentes. Por isso, é fundamental que essa pessoa receba o acompanhamento adequado de psicoterapeuta e psiquiatra, para que receba tanto o suporte terapêutico, quanto medicamentoso”, alertou a psicóloga.

Combate desde a infância

Foto: Pexels

Os jovens têm como características do seu período de desenvolvimento uma maior vulnerabilidade emocional por não ter maturidade frente a experiências vividas. Esse contexto aponta, de acordo com Karen, para uma maior probabilidade de não saber lidar com os momentos de sofrimento. Para ela, é importante cuidar da saúde mental desde a infância, para que esse jovem possa aprender a buscar ajuda sempre que necessário.

“Outro ponto importante é verificar se com o suporte da escola, familiares e amigos essa pessoa conseguirá obter ajuda. Caso se perceba que os pensamentos voltados para a morte ainda persistem, aí o indicado é buscar ajuda profissional o mais rápido possível”, indicou.

“Precisamos saber que o suicídio é um fenômeno multicausal, isto é, não existe um motivo específico que seja um fator que explique ou o justifique. A prevenção é possível ao passo que abrimos espaço de fala na família, na escola e nos meios de comunicação para desmistificar os diversos tabus em volta do tema”, complementa.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde

Deixe um comentário

Verifique também

Hospital de Messejana participa de projeto nacional de mapeamento genético de condições cardíacas

O Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), unidade da Secretaria da Sa…