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Presença de pais durante tratamento de filhos autistas fortifica laços de afeto

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“Amor que une e transforma”, esse é o tema da campanha para o Dia dos Pais da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). De acordo com a psicóloga do Naia, Rita Rodrigues, a presença ativa dos pais no tratamento de saúde mental é um componente essencial para o sucesso do processo terapêutico.

“A participação de um pai no acompanhamento do seu filho vai gerar segurança no desenvolvimento e colaborar com respostas positivas ao tratamento quando todos os cuidadores estão engajados a participar da melhora da funcionalidade do filho”, afirma.

Para muitos pais, o diagnóstico de uma condição de saúde mental em um filho pode ser um choque profundo. No entanto, o envolvimento deles se torna crucial para garantir que o tratamento seja eficaz.

“Participar junto com a mãe, levar a criança às terapias e compreender qual o manejo para trabalhar com as birras ou crises que, muitas vezes acontecem, estar presente no brincar e compreender a melhor forma de integração da criança na socialização, faz toda a diferença”, explica a psicóloga.

Infografia: Iza Machado/Sesa

Eles não apenas proporcionam apoio emocional, mas também ajudam a criar um ambiente que facilita a recuperação.

Desafios e Recompensas

Essa jornada não é isenta de desafios. Os pais frequentemente enfrentam estresse ao lidar com as necessidades emocionais de seus filhos, enquanto tentam equilibrar outras responsabilidades pessoais e profissionais. Para lidar com esses desafios, é fundamental que os pais também busquem apoio. O autocuidado é essencial para garantir que eles permaneçam emocionalmente disponíveis e capazes de oferecer o suporte necessário.

“Os pais podem e devem buscar ajuda psicológica para cuidar da sua saúde mental. Observamos que muitos homens são afetados ao receber o diagnóstico de um filho, porém é importante olhar para o seu filho como ele é, com o seu jeito singular de ser. Sugiro para todos os pais que fazem parte dessa rede de cuidado com seu filho, que tenham um olhar carinhoso, repleto de amor e cuidado, lembrando que seu filho não é um transtorno, ele é o seu filho, que faz parte de todo amor envolvido nessa família”, orienta a especialista.

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