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Preços diferem até 251% entre os supermercados, aponta Procon Fortaleza

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O poder de compra do fortalezense diminui a cada ida ao supermercado. Itens básicos da alimentação apresentam diferenças de até 251%, entre um estabelecimento e outro, perante uma inflação oficial de 5,76%.

Está caro e se o consumidor não pesquisar pagará preços ainda mais elevados. É o que reforça a primeira pesquisa do ano nos supermercados da Capital cearense, realizada pelo Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza).

Acima de 100%

Nada menos que 19 produtos, dos 70 pesquisados mensalmente, apresentam variações acima de 100%. É o caso do mamão, que foi encontrado de R$ 1,99 a R$ 6,99, uma diferença que chega a 251% no preço do quilograma.

A cenoura apresenta a segunda maior variação, podendo custar até 233% de diferença, indo de R$ 2,99 a R$ 9,98. Goiabada enlatada, pimentão e cebola variam, respectivamente, 216% (1,99 a R$ 6,29), 186% (3,49 a 9,99) e 158% (4,79 a 12,39). A coleta de preços foi realizada entre os dias 09 e 20 de janeiro, em 24 supermercados das 12 Regionais de Fortaleza.

Consulte a pesquisa completa, que também pode ser acessada no aplicativo “Proconomizar” ou no portal da Prefeitura de Fortaleza (www.fortaleza.ce.gov.br), no campo defesa do consumidor.

Por bairro

Entre as regionais de Fortaleza, bairros como Dias Macêdo, Itaperi e Serrinha, localizados na Regional 8, apresentam a maior média de preços dos 70 produtos, custando os itens cerca de R$ 823,42. Já na Regional 3, onde ficam bairros como Antônio Bezerra, Henrique Jorge e Quintino Cunha, foram encontrados os menores preços, totalizando os mesmos produtos R$ 658,47. O Procon lembra que a falta de produtos nos supermercados pode afetar esta análise de preços por regionais.

Compra online

Segundo o presidente do Procon Fortaleza, Wellington Sabóia, uma boa dica para economizar pode ser optar por realizar as compras do supermercado, ou parte delas, pela internet ou aplicativos de descontos.

“É sempre bom deixar claro que o consumidor deve pagar o preço da oferta anunciada. Se houver divergência entre o preço da oferta e o valor apresentado no caixa, o consumidor tem o direito de pagar o menor valor que foi anunciado”, disse o Sabóia, explicando ainda que, caso o supermercado negue o preço da oferta, o estabelecimento estará sujeito a diversas penalidades, entre elas, a multa que pode chegar a R$ 15 milhões.

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