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“Pré-hipertensão” acende alerta para mudanças no estilo de vida

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Antes que setembro acabe, ainda cabe mais um alerta de saúde importante no mês. Como anda a saúde do órgão que bombeia sangue por todo o seu corpo? Símbolo das emoções e das relações humanas, o coração tem um dia só dele, celebrado mundialmente nesta segunda-feira (29). No Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), unidade de atenção secundária da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o Dia Mundial do Coração será lembrado na próxima quarta-feira (1º de outubro) com ação educativa nos corredores.

A dica principal é não deixar para cuidar da saúde do coração só quando ele “reclama”. Dor no peito, palpitação e falta de ar podem ser sintomas de alerta, cita Giselle Barroso, cardiologista do CIDH. “No entanto, muitas vezes as doenças cardiovasculares são silenciosas. É preciso manter as consultas com o profissional de saúde e seguir as orientações, como realização de exames periódicos e uso correto da medicação prescrita pelo médico”, acrescenta Giselle.

Para quem não se preocupava com o assunto, uma palavrinha nova no noticiário chamou a atenção: “pré-hipertensão”. Documento divulgado este mês pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontou que o valor considerado pré-hipertensão é definido como:

– Pressão arterial sistólica entre 120-139 mmHg e/ou

– Pressão arterial diastólica entre 80-89 mmHg.

Nos medidores de pressão digitais, a pressão sistólica aparece na parte de cima da tela e a pressão arterial diastólica aparece logo abaixo. A médica Giselle Barroso explica: “pré-hipertensão se refere ao valor da pressão arterial que está mais alta que o normal, mas que ainda não é classificado como hipertensão”. Ou seja, o famoso “12 por 8” deixa de ser o “valor ideal” e passa a ser considerado índice que requer atenção.

O termo “pré-hipertensão”, segundo Giselle, tem sido utilizado para identificar pessoas com maior risco de desenvolver hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. “Nesses casos, são recomendações: mudanças na dieta, manter ou iniciar atividade física, combater o sobrepeso e obesidade, parar de fumar, entre outros”, lista Giselle.

Estilo de vida

Falar sobre “pré-hipertensão”, explica a cardiologista, diz respeito principalmente sobre a necessidade de mudança no estilo de vida. Ela lembra ainda que é importante validar as medidas registradas por meio do aparelho de pressão digital (prefira o modelo de braço ao modelo de pulso) com os resultados de exames como Mapa (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) ou da MRPA (Monitorização Residencial da Pressão Arterial).

E para quem já tem diagnóstico de hipertensão, a nova diretriz muda alguma coisa? “A meta para o paciente que já é acompanhado por hipertensão arterial é de valores iguais ou menores a 130×80 mmHg, conhecido popularmente como ‘13 por 8’”, detalha a médica Giselle Barroso. Para essas pessoas, é essencial fazer uso dos medicamentos e mudar o estilo de vida.

Além da pré-hipertensão, o Dia do Coração é um alerta também para outras doenças que mais causam mortes no mundo, lista Giselle: doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

São hábitos que prejudicam a saúde do coração: sedentarismo, dieta inadequada, obesidade, colesterol alto, tabagismo, estresse, sono insuficiente e uso do álcool em excesso.

Serviço

Ações educativas nos corredores do CIDH em alusão ao Dia do Coração

Data: quarta-feira (1º de outubro), a partir das 9h

Local: CIDH (Rua Silva Paulet, 2406, Dionísio Torres)

Público: pacientes e acompanhantes atendidos no CIDH

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