No segundo dia de paralisação dos professores de Fortaleza, que ocorre nesta segunda-feira (30), a categoria organizou o Bloco da Educação e foi para a frente do Paço Municipal reivindicar o reajuste do piso do magistério e outras pautas da Campanha Salarial 2023.
A manhã de pré-carnaval se tornou um ato político e foi animada pelo bloco Sambatuque. Na oportunidade, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), que lidera o movimento, realizou um concurso de paródias musicais e fantasias, onde os educadores denunciaram o descaso do prefeito José Sarto e da secretária de educação, Dalila Saldanha, já que desde dezembro do ano passado aguardam o anúncio do aumento do magistério.
Os profissionais cobram o crescimento salarial, que deve ser de pelo menos 14,95%, conforme determina a Lei Federal do Piso Nacional do Magistério (Nº 11.738/2008). Com isso, a remuneração mínima do grupo não pode ser inferior a R$ 4.420,55 em 2023.
Enquanto Fortaleza não paga o piso e atualiza a tabela vencimental do grupo, 67 cidades do Ceará já confirmaram, até a última sexta-feira (27), a aplicação do aumento para o magistério. A categoria também cobra o reajuste não implantado de 2017; carteira assinada para professores substitutos, que, assim que terminam o período de contrato, ficam desempregados; revogação da alíquota previdenciária de 14% aplicada a aposentados; e a revisão da reforma da previdência de Fortaleza.
“A reivindicação principal e urgente é o pagamento do piso salarial. A lei 11.738 determina o pagamento, no dia 1º de janeiro, do reajuste divulgado pelo MEC de 14,95%. Isso é uma lei [que existe] desde 2008. O prefeito sabe que ela existe e tem a obrigação de cumprir. Mas até agora, nenhuma palavra sobre reajuste. Nós estamos permanecendo aqui em frente à prefeitura e o prefeito apontou para amanhã à tarde uma audiência”, disse Ana Cristina Guilherme, presidenta do Sindiute.
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