Home Saúde Pré-Carnaval acende alerta para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis

Pré-Carnaval acende alerta para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis

5 min read
0
0
115

O período que antecede o Carnaval é marcado por festas, os bloquinhos estão espalhados por toda a cidade, e além disso, é um período de viagens e intensa vida social, fatores que ampliam a exposição a riscos relacionados às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Em meio à programação de eventos, especialistas em saúde reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da informação qualificada como ferramentas essenciais para reduzir a disseminação dessas doenças no país.

Entre as infecções mais preocupantes durante esta época do ano estão a sífilis, o HIV, as hepatites virais, o herpes genital e o HPV (vírus do papiloma humano). Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 1980 e setembro de 2025, o Brasil registrou 1.165.533 casos de aids, com média anual de cerca de 35 mil novos diagnósticos nos últimos cinco anos. Embora o Boletim Epidemiológico de HIV e aids indique uma queda gradual dos casos no recorte histórico entre 2000 e 2023, chama atenção o crescimento das infecções entre homens de 15 a 29 anos, grupo considerado estratégico para ações de prevenção.

No caso da sífilis, o cenário segue preocupante. Os registros apontam aumento consistente da infecção entre homens, mulheres e gestantes, o que reforça a necessidade de ampliar a testagem, o tratamento oportuno e o acompanhamento adequado. Durante o período de festas, a combinação entre relações sexuais desprotegidas e consumo de álcool ou outras substâncias tende a reduzir a percepção de risco, favorecendo a transmissão dessas infecções.

Segundo Antônio Mauro, infectologista dos hospitais Oto Santos Dumont e Oto Meireles, a prevenção deve ser prioridade antes, durante e após o Carnaval. “O uso correto do preservativo continua sendo uma das formas mais eficazes de proteção contra as ISTs. Além disso, a testagem regular permite identificar infecções de forma precoce, iniciar o tratamento é interromper a cadeia de transmissão”, explica. O especialista também ressalta que muitas infecções podem ser assintomáticas, o que reforça a importância do acompanhamento médico mesmo na ausência de sinais aparentes.

Além do preservativo, outras estratégias de prevenção incluem a vacinação contra hepatite B e HPV, a testagem rápida disponível no SUS e em serviços privados, e a busca por orientação médica ao menor sinal de sintomas como feridas genitais, corrimentos, dor ao urinar ou alterações na pele. A Rede Oto destaca que o cuidado com a saúde sexual deve ser contínuo e não restrito ao período festivo, contribuindo para a redução de complicações e para a promoção de uma vida sexual mais segura e responsável.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde
Comentários estão fechados.

Verifique também

Sete em cada dez mulheres relatam já terem sofrido assédio, diz estudo

Sete em cada dez mulheres dizem já ter sofrido assédio moral ou sexual, principalmente em …