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Outubro é o mês da conscientização sobre a perda gestacional e especialista reforça importância do acolhimento e da prevenção

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Outubro é um mês de conscientização e sensibilidade. Além de campanhas já conhecidas, como o Outubro Rosa, ele também marca uma causa de extrema relevância: a conscientização sobre a perda gestacional e neonatal. No último dia 15 de outubro, foi celebrado o Dia Internacional de Combate à Perda Gestacional e Neonatal, uma data dedicada à reflexão, ao acolhimento e à informação.

A perda gestacional pode ocorrer em diferentes fases, desde abortos espontâneos no início da gestação, até o óbito fetal, em estágios mais avançados, ou o óbito neonatal, quando o bebê falece nos primeiros dias ou semanas de vida. Em todas essas situações, há uma dor profunda, marcada por silêncios, incertezas e pelo impacto emocional da quebra de um sonho.

De acordo com o Dr. Marcelo Cavalcante, ginecologista, obstetra e referência nacional em imunologia da reprodução, é essencial que o tema seja tratado com empatia e conhecimento.

“A perda gestacional não é apenas um evento clínico, é uma experiência emocional e familiar. Precisamos olhar para essas mulheres e casais com acolhimento e, ao mesmo tempo, investir em investigação adequada e cuidado preventivo. Muitas dessas perdas podem estar relacionadas a causas imunológicas, genéticas, hormonais ou infecciosas que, se identificadas precocemente, podem ser tratadas”, explica o especialista.

Segundo o Dr. Marcelo, a investigação das causas de perdas gestacionais recorrentes é fundamental para oferecer às famílias o suporte adequado e as chances reais de uma nova gestação bem-sucedida. Além do cuidado médico, ele ressalta a importância do apoio psicológico e da quebra de tabus em torno do tema.

“É preciso dar voz a essas histórias. O luto gestacional é legítimo e precisa ser reconhecido. Falar sobre isso é uma forma de acolher e também de prevenir novas perdas”, completa.

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