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Obesidade infantil já supera a fome e preocupa especialistas

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A obesidade infantil ultrapassou a fome como a principal forma de má nutrição no mundo, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O levantamento aponta que uma em cada cinco crianças e adolescentes está acima do peso, o que representa 391 milhões de jovens. Quase metade deles já apresenta obesidade. Pela primeira vez na história, o excesso de peso grave supera a desnutrição como problema global de saúde pública.

No Ceará, o cenário é ainda mais preocupante: um em cada três adolescentes já vive com obesidade, índice superior à média internacional. A situação se agrava diante do aumento de doenças associadas, como diabetes, hipertensão e problemas ortopédicos, que comprometem a qualidade de vida e dificultam a prática de atividades físicas.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica – Capítulo Ceará, Dr. Paulo Campelo, a questão exige resposta urgente. “Durante séculos a humanidade combateu a fome e a desnutrição. Hoje, o grande desafio é o excesso de peso que começa cada vez mais cedo. Crianças obesas têm uma chance muito maior de se tornarem adultos com obesidade grave, e isso significa mais doenças, menos qualidade de vida e maior impacto para os sistemas de saúde”, alerta.

O nutricionista e docente do Instituto de Educação Médica (IDOMED), Régis da Silva, reforça que a obesidade infantil também está relacionada à insegurança alimentar. Ele explica que, muitas vezes, o problema não é a falta de comida, mas a ausência de acesso a alimentos nutritivos.

“É o cenário onde se come muito, mas se come mal. Alimentos ultraprocessados são mais baratos e acessíveis do que frutas, verduras e proteínas. Isso cria um ciclo de má nutrição que impacta diretamente o crescimento e o desenvolvimento das crianças”, destaca.

Especialistas defendem que o enfrentamento da obesidade infantil e na adolescência requer políticas integradas de saúde, educação e apoio social. Para as famílias, o alerta é claro: identificar precocemente sinais de ganho excessivo de peso e buscar orientação médica pode ser decisivo para evitar consequências físicas e emocionais ao longo da vida.

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