Home Saúde O que acontece se uma malformação de orelha não for tratada?

O que acontece se uma malformação de orelha não for tratada?

5 min read
0
0
106

Uma pesquisa publicada no portal Plastic and Reconstructive Surgery Global Open analisou 246 pacientes com malformações auriculares e mostrou que a moldagem precoce da orelha apresentou taxa de sucesso de 92%, especialmente quando iniciada nas primeiras semanas de vida.

O estudo reforça que o diagnóstico e o acompanhamento adequados são fundamentais para garantir bons resultados estéticos e funcionais, mas também destaca a importância do apoio familiar e do acompanhamento psicológico nos casos em que a cirurgia não é necessária.

Dra. Clarice Abreu é cirurgiã plástica e craniomaxilofacial com mais de vinte anos de experiência, reconhecida nacionalmente por sua atuação em reconstruções craniofaciais de alta complexidade. Sua abordagem une precisão técnica e sensibilidade humana, com foco em devolver função, autoestima e qualidade de vida aos pacientes.

Segundo a especialista, nem toda criança com malformação de orelha precisa de cirurgia imediata. “Algumas convivem muito bem com sua aparência e crescem confiantes, especialmente quando recebem apoio da família e vivem em ambientes acolhedores”, explica a médica. Ela reforça que cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando aspectos funcionais, emocionais e sociais.

Foto: Divulgação

Em muitos casos, a malformação da orelha não compromete a audição nem traz prejuízos significativos, permitindo que o tratamento seja apenas estético, sendo às vezes, opcional. Outras vezes, porém, a própria criança pode sentir o desejo de mudar.

“Quando há sofrimento emocional, vergonha ou isolamento, é importante observar esses sinais e conversar com um especialista. A cirurgia pode ser feita com segurança no tempo certo, mas também é válido não operar se a criança estiver feliz assim”, destaca Clarice.

A decisão de intervir deve respeitar o ritmo e o desejo do paciente. A médica reforça que o papel da família é oferecer amor, apoio e informação, sem pressa ou cobrança estética.

“O mais importante é garantir que a escolha seja consciente e tranquila. Cada jornada é única, e o tempo da criança precisa ser respeitado”, diz a cirurgiã.

Em alguns casos, o tratamento pode ser realizado ainda na infância, quando a estrutura da cartilagem permite resultados mais previsíveis. Em outros, o ideal é aguardar o crescimento para que a reconstrução traga harmonia facial definitiva. A ausência de tratamento imediato, porém, não significa abandono, muitas pessoas convivem bem com a diferença e se tornam adultos seguros e satisfeitos com sua aparência.

A Dra. Clarice conclui, que o acompanhamento psicológico pode ser um aliado valioso nesse processo. “Mais do que uma questão estética, estamos falando de identidade. O paciente precisa se sentir visto, compreendido e apoiado”, explica. Para ela, o verdadeiro sucesso de um tratamento não está apenas no resultado técnico, mas na serenidade de quem escolheu o próprio caminho.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde
Comentários estão fechados.

Verifique também

Planejamento financeiro de longo prazo como aliado da participação feminina no mercado financeiro

O avanço da participação feminina no mercado financeiro brasileiro tem sido impulsionado p…