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MPCE organiza evento sobre prevenção à violência de gênero

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O Ministério Público do Ceará irá promover no dia 17 de novembro uma roda de conversa intitulada: “Roda de Conversa Invisíveis Marias: Educação, Conscientização e Prevenção à Violência de Gênero nas Escolas”. Farão parte do debate os Promotores do MPCE Jorge Luiz Granjeiro e Livia Cristina Araújo e a convidada Juíza do TJDFT Dra. Rejane Suxberger, autora do livro que dá nome ao encontro “Invisíveis Marias: histórias além das quatro paredes”.

“Invisíveis Marias” revela as dores silenciadas de mulheres que buscaram na Justiça um amparo contra a violência. A obra, escrita em forma de contos, entrelaça realidade e ficção para dar voz às Marias que, dentro de casa, viveram aquilo que deveria ser amor, mas se tornou dor. Entre relatos de audiências e ecos de histórias reais, o livro expõe as marcas que não desaparecem com a sentença. Mais do que literatura, é denúncia, memória e resistência, um convite à reflexão sobre a violência invisível que atravessa lares e gerações.

“Eu tenho um enorme carinho por esse livro. Ele representa a superação de muitas dores transformadas em força e aprendizado. Cada etapa concluída reafirma a importância de dar voz às mulheres e suas histórias. Acredito que ele poderá servir como um alerta poderoso, mostrando que a violência muitas vezes começa de forma sutil. Espero que inspire outras mulheres a reconhecer sinais de abuso e buscar ajuda. Que sirva também de incentivo para romper o silêncio e acreditar em um recomeço possível.” – Rejane Suxberger, juíza e escritora.

Ao longo de 10 mil processos examinados durante 10 anos, Rejane nunca teve a oportunidade de me deparar com uma vítima inteira. Todas se apresentavam dilaceradas não era apenas o físico, mas a alma dessas mulheres estava mortificada pelo julgamento que faziam de si mesmo. A sociedade, segundo a autora, se encarregava de desqualificar o resto.

As vítimas que protagonizam de forma indireta “Invisíveis Marias”, traziam consigo, ideias ultrapassadas de feminilidade e masculinidade como “justificativa” para os atos de violência. De um lado a mulher apresentada como coisa, propriedade tendo sua fala totalmente desqualificada; do outro lado, o agressor, fossem homens ou mulheres, se mostravam “injustiçados” pela Lei Maria da Penha, pois não era “bandidos”.

“Invisíveis Marias: histórias além das quatro paredes” traz relatos de sofrimento, dor e angústia que se transportaram da cadeira das vítimas, testemunhas e réus, para a cadeira da juíza. “As angústias dos que se sentavam à minha frente, por diversas vezes, me escoltaram até minha casa e passaram a ser companheiras de noites de insônia”, relata Dra. Rejane. “É a violência mais silenciosa que existe, sem a presença de expectadores, ou melhor, quando presentes, estes eram os filhos das mulheres. Os enredos eram os mesmos, mudavam apenas os protagonistas”, finaliza.

Serviço:

Livro: Invisíveis Marias: histórias além das quatro paredes

Autora: Rejane Jungbluth Suxberger

Lançamento: 17 de novembro, segunda-feira, a partir das 8h30, na Sede do Ministério Público do Ceará (R. Maria Alice Ferraz, 120 – Eng. Luciano Cavalcante – Fortaleza/CE)

Editora: Grupo Editorial Caravana

Adquira o livro através do link

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