Um avião com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a Nova York na noite deste sábado(3), por volta das 18h40 horário de Brasília, mais de 16 horas após uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do líder venezuelano e de sua esposa, em Caracas.
Imagens transmitidas em canais de televisão mostraram o desembarque do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Aeroporto Internacional de Stewart, no Vale do Hudson, a cerca 95 quilômetros da cidade de Nova York, nos Estados Unidos (EUA).
No desembarque, Maduro aparecia cercado por dezenas de agentes federais do FBI, e da DEA, a agência de combate às drogas do país norte-americano. Vestindo moletom e usando capuz, ele parecia ter algemas nos pés e nas mãos, e tinha dificuldade de descer as escadas da aeronave e caminhar pela pista até um hangar do aeroporto.

Segundo a imprensa dos EUA, Maduro e esposa, que serão processados por tráfico internacional de drogas, acusação ainda sem apresentação pública de provas por parte do governo norte-americano, serão agora deslocados de helicóptero até Manhattan, na sede da DEA. De lá, encaminhados a presídios, onde responderão detidos às imputações.
“Às 22h46, no horário do Leste, o presidente ordenou que as Forças Armadas dos Estados Unidos prosseguissem com a missão. Ele nos desejou boa sorte e pediu que Deus nos acompanhasse. Essas palavras foram transmitidas a toda a força conjunta”, disse o general em coletiva.
Mais cedo, em coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em sua primeira manifestação oficial após a invasão militar na Venezuela e captura de Maduro, que o próprio governo estadunidense vai administrar o país latino-americano, a partir de agora, até que se possa fazer uma transição de poder.
A operação militar envolveu cerca de 150 aeronaves e foi planejada por meses, disseram as autoridades norte-americanas. Apesar disso, Trump não soube precisar por quanto precisará controlar diretamente o país sul-americano, que possui uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros (km) com o Brasil, e indicou até mesmo um diálogo com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, do grupo político do agora presidente deposto e raptado Nicolás Maduro, sobre um eventual governo interino do país. Rodríguez passou a ocupar a presidência interina do país. Ela, porém, rechaçou qualquer subordinação ao governo dos EUA, em sua primeira manifestação.

