O varejo de Fortaleza viverá um dia atípico na próxima segunda-feira (26). O Dia do Comerciário será comemorado e a movimentação tradicional nas ruas do Centro dará lugar a lojas fechadas. Isso inclui também os estabelecimentos de material de construção.
O feriado no setor modifica a paisagem do Centro da cidade e também traz tradicionalmente uma parte do comércio informal para as ruas, já que muitos trabalhadores sem carteira assinada aproveitam para fazer vendas.
Conjuntura do setor
Apesar do funcionamento nos últimos feriados, as vendas no comércio cearense recuaram 1,2% em julho na comparação com junho e registraram o terceiro mês seguido de queda.
No acumulado de 2022, o varejo registra variação de 6,0%. Já nos últimos 12 meses, o setor acumula queda de 1,6%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.
Varejo ampliado
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas em julho caiu 0,9% frente a junho e 4,8% contra julho de 2021. Na comparação interanual, verificou-se variação de 2,5%
A PMC de julho também mostra que, na comparação com julho de 2021, o comércio varejista cearense avançou 2,5%. As taxas positivas apareceram em cinco das 10 atividades catalogadas (contando o comércio varejista ampliado). Destaque para Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (11,6%) , Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (12,8%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (31,5%). Os declínios foram observados em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-17,6%), Tecidos, vestuário e calçados (-3,5%), Móveis e eletrodomésticos (-12,4%).
Revisão no crescimento
Apesar da deflação, anotada principalmente em função da queda dos combustíveis e energia elétrica, no País, uma retração de 0,8% nas vendas em julho surpreendeu setor. Desta forma, a Confederação Nacional do Comércio revê a previsão de crescimento de 1,7% para 1,3% neste ano.
O volume das vendas no varejo vem mostrando desaceleração desde o início de 2022 e, em julho, apresentou o terceiro recuo consecutivo. As quedas se deram de forma disseminada, já que 9 dos 10 segmentos avaliados registraram taxas negativas. Apenas o segmento de combustíveis e lubrificantes teve crescimento do volume de vendas, estimulado pelo corte nas alíquotas do ICMS, com avanço de 12,2% no período.
Os destaques negativos foram as retrações no ramo de tecidos, vestuário e calçados, com queda de 17,1%, e na venda de móveis e eletrodomésticos, que apresentou redução de 3%. A sequência de resultados negativos voltou a aproximar o nível de atividade do setor ao patamar pré-pandemia (0,5% acima do apresentado em fevereiro de 2020).

