O Banco do Nordeste Cultural Fortaleza, na Rua Conde D´Eu, 560, Centro, é palco, neste mês, de ações especiais em comemoração aos 30 anos do disco “K”, primeiro álbum de Kátia Freitas, cantora, compositora, diretora artística e musical, arranjadora e produtora cultural, com trajetória marcante no Ceará e repercussão nacional nas décadas de 1990, 2000 e 2010.
As comemorações incluem dois shows inéditos nos dias 27 e 29 de novembro, às 20h, quinta-feira e sábado, com direção artística, repertório e direção musical de Kátia Freitas. O público poderá reviver clássicos do álbum “K”, como “Coca-colas e iguarias”, do compositor cearense Valdo Aderaldo, “Anjos”, “Um qualquer” e “Notícias boas”, todas de autoria de Kátia Freitas.
As apresentações têm entrada franca, com ingressos limitados disponibilizados via plataforma Outgo. Nos shows, Kátia Freitas estará ao lado de Gabriel Yang (guitarra e gaita), Eduardo Lopes (guitarra e violão), Gabriel Geszti (teclado), Edmundo Júnior (contrabaixo) e Kevin Cavalcante (bateria). Edmundo Júnior teve ampla participação no disco “Kátia Freitas – K”, tendo gravado o contrabaixo em quase todas as faixas do álbum.
A programação também conta com uma exposição, que foi aberta neste sábado, 22 de novembro, às 19h, e segue até sábado, 29 de novembro, às 19h, com curadoria compartilhada entre o fotógrafo e pesquisador Régis Amora e Kátia Freitas e com expografia de Lidianne Limaverde, abordando a carreira de Kátia e o contexto da cena musical cearense a partir dos anos 1990. Na noite de abertura o público pôde desfrutar uma visita guiada, pela própria artista, com muitas informações e muita emoção.
Exposição “A Palavra e o Som”
Desde o lançamento de seu álbum de estreia, “Kátia Freitas” (1995), que a partir da capa se tornou conhecido como “K”, a artista vem afirmando uma presença consistente no cenário musical brasileiro. Composições suas, como “Anjos” e “Notícias boas”, deste disco, e “Próximo” e “Almanaque”, do disco “Próximo” (2002), mostram a força da palavra de Kátia.
A exposição “A Palavra e o Som” propõe um percurso sensorial e documental pela obra da cantora, reunindo registros fonográficos, sua relação com a cena musical cearense nos anos 90 e 2000, videoclipes, partituras, imagens de shows e de estúdio, depoimentos que revelam os múltiplos caminhos de sua criação artística. A mostra evidencia a articulação entre palavra, voz e performance como eixos centrais de sua produção, ressaltando a potência de sua presença cênica e a originalidade de sua escrita musical.
“A exposição pode ser dividida por blocos, que trazem desde a infância e sua relação com a família, passando pela cena musical, em que Kátia se reconheceu cantora, e pelo encontro com Cristiano Pinho, até os seus dois discos. Tudo em palavra e som”, destaca Régis Amora, citando o guitarrista, violonista, compositor, arranjador, diretor musical falecido em julho de 2024, o grande parceiro de vida e de arte de Kátia. Todas as atividades do projeto “K – 30 Anos” também constituem uma homenagem a Cristiano.
Mais do que uma retrospectiva, a exposição, viabilizada pelo Banco do Nordeste Cultural Fortaleza, e inserida no projeto maior de celebração dos 30 anos do disco “K”, com a contribuição de diversos profissionais das artes e da cultura próximos a Kátia, na produção geral, é um gesto de reconhecimento. Ao revisitar 30 anos de carreira, “A Palavra e o Som” reafirma a relevância de Kátia Freitas como criadora de uma obra que expandiu os horizontes da canção cearense e consolidou sua contribuição à música brasileira contemporânea.

