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Flores do Ceará: mercado projeta crescimento de 15% na área de produção em 2025

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Além de embelezar e decorar ambientes, cenários, as flores têm o poder de alegrar, arrancar sorrisos, gestos de carinho. Elas também são usadas para presentear, como prova de amor, amizade, gratidão e afeto. Possuem um cheiro que exala e encanta qualquer pessoa. Com tantas qualidades, fica difícil não gostar de flores.

O estado do Ceará é privilegiado por possuir condições favoráveis para a produção e comercialização de flores e plantas ornamentais. A floricultura se destaca dentro do agronegócio cearense e sua exportação já é líder no mercado nordestino. Não é à toa que setor de flores e produtos de floricultura cresceu 90% no primeiro semestre de 2023, em relação ao mesmo período de 2022.

Roberto Guilherme Reijers é diretor presidente da Reijers Ceará, cuja área de produção fica em São Benedito. O empresário diz que o estado tem um potencial muito grande de crescer dentro deste setor. O mercado continua aquecido, porém, ainda para 2024 não haverá aumento de área produção. Mas para 2025, o aumento da área de produção está projetado para ser em torno de 15%.

“Podemos produzir praticamente todo tipo de flores e plantas aqui no Ceará, principalmente com o apoio que a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) tem nos dado. Podemos impulsionar o negócio, pois já existe um grande número de produtores interessados na produção de plantas e flores. Nosso setor tem crescido 20% ao ano, isso é maravilhoso”, reforça Reijers.

O otimismo do setor se deve também à criação da Política Nacional de Incentivo à Cultura de Flores e de Plantas Ornamentais de Qualidade, sancionada pelo Governo Federal. O objetivo da medida é fomentar a produção no País e comercialização nos mercados interno e externo.

Uma das diretrizes da nova política nacional é vista como a principal para gerar desenvolvimento da cadeia: a de garantia da sustentabilidade econômica e socioambiental do setor, por meio de crédito produtivo, pesquisa agrícola e desenvolvimento tecnológico, além de assistência técnica.

De acordo com Amilcar Silveira, presidente da Faec, o Ceará é o terceiro maior polo de flores e plantas ornamentais do Brasil. O estado possui alguns bons exportadores. “É um setor que emprega muita gente e que precisa cada vez mais ser ampliado pela importância que apresenta para a economia do Ceará”, pontuou.

Foto: Edimar Soares

Movimento

O movimento positivo neste mercado ocorre a partir do polo produtor na Serra da Ibiapaba que promove avanços no setor de floricultura. E também de negócio localizado em Paracuru, que é o principal exportador de plantas ornamentais do país.

O diretor da Reijers ressalta a importância econômica do setor, por oferecer muitas oportunidades de trabalho, destacando que 50% da mão de obra é destinada às mulheres.

Segundo ele, a atividade é considerada um serviço leve, agradável, o que acaba promovendo muitas possibilidades para inúmeras famílias. Existem oportunidades para quem quer trabalhar como revendedores, distribuidores, feirantes, floristas, decoradores dos mais diversos tipos de eventos, dentre outras atividades relacionadas.

“Além disso, o estado possui um clima excepcional para a produção de flores, tem uma localização geográfica estratégica que atende o Norte e o Nordeste. O município de São Benedito é um dos maiores produtores de rosas do Brasil, por isso é mais conhecido como a Cidade das Flores”, destaca. o presidente da Reijers.

De acordo com o empresário, apesar da expansão, existem algumas dificuldades enfrentadas pelo setor de floricultura cearense. Um deles é a falta de capacitação. Outro gargalo é a dificuldade das flores e plantas do Ceará conseguirem entrar em outros estados e outras regiões. Ele acredita ser necessário um trabalho de marketing mais efetivo para divulgar a produção, qualidade e potencial dos produtos e que os produtores precisam se unir por meio de associações ou cooperativas para trazerem crescimento e desenvolvimento para o setor.

Fonte: O Otimista

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