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Festas de fim de ano aquecem setores de gastronomia, eventos e impulsionam pequenos negócios no Ceará

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O último bimestre do ano confirma sua importância estratégica para o setor de alimentação, eventos e serviços de catering no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC) e de entidades do mercado de alimentação fora do lar indicam que o período de novembro e dezembro pode representar até 30% do faturamento anual de muitos negócios do segmento. No Ceará, esse movimento acompanha uma tendência nacional que fortalece micro e pequenos empreendedores, especialmente nas áreas de confeitaria artesanal e catering corporativo.

Segundo levantamento do Sebrae (2024), os pequenos negócios são responsáveis por 55% dos empregos formais gerados no setor de alimentação e correspondem a mais de 70% dos empreendimentos ativos nessa cadeia produtiva. A instituição aponta ainda que, no fim do ano, a demanda por serviços gastronômicos cresce entre 35% e 45%, impulsionada por confraternizações corporativas, eventos sociais, encontros familiares e o aumento do consumo de sobremesas e pratos festivos.

Além de movimentar a economia, esse crescimento reforça a importância da profissionalização e da presença de fornecedores que garantam padronização, logística eficiente, qualidade e cumprimento de prazos — fatores essenciais em um período em que as encomendas carregam forte valor simbólico e operacional.

Empreendedoras do setor gastronômico destacam que o fim de ano é um divisor de águas para os negócios. “As empresas buscam soluções confiáveis para seus encontros internos. O fim de ano intensifica essa demanda, e por isso organizações têm preferido serviços com logística ágil e excelência consistente”, destaca Camila Mamede, empresária do segmento de catering corporativo, idealizadora da Carole Coffee Break e da Coffee Station Brasil.

“É também o momento em que percebemos, com clareza, o impacto que nossa atuação tem no clima organizacional e na eficiência dos times. Uma boa experiência gastronômica durante uma reunião pode mudar a energia de um dia inteiro de trabalho”, pontua.

Segundo Camila, que percorre todo o país, em feiras, palestras e congressos, a demanda é enorme. “A agenda de eventos não pára, especialmente após a pandemia, tivemos um boom, e existem muitas oportunidades. A minha empresa emprega direta e indiretamente 50 pessoas para a realização de um evento, o que falta, muitas vezes, é mão de obra qualificada”, explica.

Na confeitaria artesanal, o comportamento de mercado é igualmente significativo. Muitos microempreendimentos, sobretudo liderados por mulheres, ampliam suas produções e contratações temporárias para atender à alta demanda. Para Manuela Honorato, empreendedora da confeitaria artesanal no Ceará, a temporada é marcada por emoção e responsabilidade.

“O fim de ano tem um apelo afetivo muito forte. Cada bolo, brownie ou sobremesa carrega expectativas de celebração, família e memória”, afirma. “Quando o consumidor escolhe um pequeno empreendedor, ele não apenas adquire um produto, mas fortalece uma cadeia econômica inteira — da compra de insumos à geração de renda local”, relata a empreendedora.

De acordo com Manuela, é importante estar atento às oportunidades e aproveitar a sazonalidade, além do Natal, a agenda de datas comemorativas é imensa. “Na febre do morango do amor tivemos que trabalhar em todos os turnos para dar conta da demanda. A procura foi imensa e tive que aumentar a equipe para atender”, conclui.

Especialistas apontam que o fortalecimento de pequenos negócios na gastronomia tem impacto direto no desenvolvimento regional. O recurso financeiro permanece no território, estimula a formalização, fomenta inovação e impulsiona a economia criativa, uma das que mais cresce no Nordeste, segundo dados do Observatório da Indústria (FIEC, 2024).

À medida que Ceará e Brasil retomam suas agendas sociais e corporativas com vigor, cresce também a consciência estratégica de que contratar pequenos empreendedores não é apenas uma escolha afetiva — mas uma decisão econômica inteligente, capaz de gerar impacto, dinamismo e desenvolvimento em múltiplas camadas da economia local.

Fonte: Blog Patrícia Moreira

 

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