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Exportações do Ceará crescem quase 50% em janeiro, aponta estudo da Fiec

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Ceará em Comex, estudo de inteligência comercial produzido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), apresenta novos resultados sobre o desempenho do comércio exterior cearense, destacando o forte crescimento das exportações e a expressiva redução do déficit da balança comercial no início de 2026.

O comércio exterior do Ceará começou 2026 em ritmo acelerado e com números que chamam a atenção. Em janeiro, as exportações do estado somaram US$ 152,97 milhões, registrando um crescimento expressivo de 49,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Como resultado da combinação entre o avanço das exportações e a retração das importações, o déficit da balança comercial cearense foi reduzido para US$ 17,9 milhões em janeiro de 2026, o que representa uma melhora de 89,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Em termos estatísticos, trata-se do menor saldo negativo para um mês de janeiro desde 2021, aproximando o Estado de uma situação de quase equilíbrio comercial logo no início do ano.

Esse desempenho positivo, no entanto, deve ser analisado com cautela técnica. Ao longo de 2024 e no início de 2025, o comércio exterior do Ceará foi impactado por entraves operacionais no processo de averbação de embarques, especialmente no setor de ferro e aço (SH2 72). Essas dificuldades resultaram em subnotificação de registros, o que acabou distorcendo a base de comparação interanual.

Já em janeiro de 2026, observa-se uma normalização mais consistente desses registros, contribuindo para a recomposição dos valores exportados e permitindo uma leitura mais fiel da dinâmica recente do comércio exterior cearense. O cenário reforça a importância do acompanhamento técnico e da análise qualificada dos dados para a correta interpretação dos movimentos do mercado internacional.

Sobre as exportações, o desempenho de janeiro de 2026 foi liderado pelo setor de ferro e aço, responsável por US$ 72,4 milhões, o equivalente a 47,3% do total exportado no mês, após a normalização dos registros operacionais observada ao longo de 2025. A pauta exportadora também contou com a contribuição de produtos da agroindústria e de bens intermediários, com destaque para calçados (US$ 17,6 milhões), frutas (US$ 17,5 milhões), e ceras vegetais ( SH2 15 ) totalizaram US$ 7,9 milhões, praticamente estáveis em relação a janeiro de 2025 (+0,4% ). O resultado foi quase integralmente explicado pela cera de carnaúba, que responderam por cerca de 97% do total.

Em relação aos destinos, as exportações permaneceram concentradas, com os Estados Unidos como principal mercado, absorvendo US$ 57,4 milhões, o que corresponde a 37,6% do total exportado. Na sequência, destacaram-se México e Canadá, impulsionados principalmente pelos embarques siderúrgicos. Países europeus, como Países Baixos, Espanha e Reino Unido, além da China, completaram o grupo de principais destinos, consolidando o eixo América do Norte–Europa como núcleo central das exportações cearenses.

No cenário nacional, o Ceará ocupou a 15ª posição entre os estados exportadores brasileiros em janeiro de 2026, com vendas externas de US$ 152,97 milhões, o equivalente a 0,6% do total exportado pelo país. Em relação a janeiro de 2025, o Estado registrou crescimento de 49,3%, ampliando sua participação relativa no comércio exterior brasileiro.
No movimento inverso, o Ceará figurou como o 17º maior importador do Brasil, com compras externas que somaram US$ 170,90 milhões, correspondentes a 0,8% do total nacional. O resultado reflete uma queda de 38,3% nas importações em comparação ao mesmo período do ano anterior, coerente com o ajuste observado na pauta importadora estadual.

No recorte regional, o desempenho foi ainda mais expressivo. Em janeiro de 2026, o Ceará consolidou-se como o 3º maior exportador do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia e do Maranhão. O Estado superou Pernambuco, Rio Grande do Norte e os demais estados da região, recuperando posição de destaque frente a janeiro de 2025, quando ocupava a 6ª colocação no ranking regional.

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