As exportações cearenses cresceram 22,76% de janeiro a outubro de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. As informações são do Comex Stat, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. No total, os produtos cearenses renderam US$ 410 milhões (aproximadamente R$ 2,1 bilhões) no comércio exterior. Entre os destaques está a castanha de caju, que cresceu 101,43%.
Em seguida aparece o mel de abelha, com alta de 65,07%. A comercialização de frutas cresceu 37,08% no período, assim como os sucos de frutas (36,80%). Mesmo com bons resultados, alguns segmentos apresentaram retração. É o caso dos pescados, com queda de 3,09%. Ainda assim, a atividade já rendeu US$ 85 milhões. A maior diminuição foi observada na venda de produtos hortícolas, que recuou 76,30%.
Considerando as exportações gerais das empresas, a alta foi de 47,4%, totalizando US$ 1,88 bilhão. No rol de produtos mais comercializados estão ferro e aço, com crescimento de 84,06% e soma de US$ 987 milhões. Outro destaque foi a venda de produtos minerais, com alta de 101,45% (US$ 115 milhões) entre janeiro e outubro de 2025.
EUA
Os Estados Unidos seguem como o maior parceiro comercial das empresas cearenses. Nesse sentido, a redução tarifária anunciada pela nação norte-americana na semana passada teve impacto limitado, segundo avaliação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amílcar Silveira.
Apesar do avanço parcial, o efeito prático da medida é restrito, já que permanece vigente a sobretaxa adicional de 40% aplicada especificamente ao Brasil, fator que compromete a competitividade dos exportadores cearenses. Amílcar classifica a manutenção desse encargo como uma barreira político-econômica que limita a escala, a previsibilidade e a rentabilidade das exportações. Ele afirma que cortes parciais não são suficientes para recuperar o desempenho do setor, sobretudo em cadeias produtivas altamente dependentes do mercado norte-americano.
Estratégico
O dirigente também ressaltou a importância estratégica dos Estados Unidos para a pauta exportadora do Ceará, destacando segmentos como castanha de caju, coco e carnaúba. Para ele, a eliminação completa das sobretaxas é essencial para garantir sustentabilidade às vendas externas.
Fonte: O Otimista

