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Doenças relacionadas a falta de saneamento provocaram 13% dos óbitos em internações no estado

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Uma média de 46 pessoas são internadas a cada dia no Ceará por doenças provocadas pela falta de saneamento, e nove delas acabam falecendo. É o que revela um levantamento inédito da ABCON SINDCON, associação das operadoras privadas de saneamento, com base nos dados do SUS.

Os dados mostram que as doenças relacionadas à falta de saneamento foram responsáveis, nos últimos três anos (2021, 2022 e 2023), por cerca de uma média de 3.337 óbitos anuais no estado, o que equivale, também na média, a 13,3% de todos os óbitos registrados em internações durante o período.

Foram 16.876 internações em média com doenças relacionadas à falta de saneamento a cada ano, o que equivale a 3,2% do total de internações. As despesas com essas doenças atingiram R$ 34,7 milhões em média a cada ano, o que representa 4,4% do total de despesas com internações ao longo do período do levantamento da ABCON SINDCON.

Investimentos – em meio a esse cenário, a associação aponta casos bem-sucedidos de investimentos na ampliação dos sistemas de água e esgoto no Ceará, a partir de operações de concessionárias privadas.

No Crato, em pouco mais de um ano e meio de atuação da concessionária privada, o índice de coleta e tratamento de esgoto já avançou de 3% para 25%. Desde que iniciou sua operação, a empresa já revitalizou cinco estações de tratamento de esgoto (ETE) que tratam 130 milhões de litros de esgoto por mês.

Mais de 35 mil pessoas são beneficiadas com o serviço de esgotamento sanitário, o que gera mais saúde para a população e desenvolvimento para o município. Em 2024, a meta é saltar para 33% de esgoto coletado e tratado, o que será possível com a implantação da ETE Granjeiro.

Estudos – A relação entre a ausência de serviços adequados de saneamento e a incidência de doenças que causam mortes e sobrecarregam de custos a saúde pública já é algo reconhecido mundialmente. Estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a cada US$ 1 investido em saneamento se economiza US$ 5,50 em saúde.

No Brasil, onde cerca de 90 milhões de pessoas não estão conectadas à rede geral de coleta de esgoto, esse reflexo é sentido em todas as regiões do país. Outro estudo, da GO Associados, ressalta que, com a universalização dos serviços de água e esgoto, a saúde teria uma economia de R$ 25 bilhões até 2040.

“Alcançar melhores condições de vida da população a partir da saúde é o impacto mais significativo da universalização do saneamento. É preciso acelerar os investimentos nesse sentido e fortalecer o saneamento como prioridade em todos os estados do país”, afirma a diretora-executiva da ABCON SINDCON, Christianne Dias.

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