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Confiança do consumidor em Fortaleza sobe pelo segundo mês

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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Fortaleza, apurado mensalmente pela Fecomércio Ceará, por meio do seu Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará, (IPDC), registrou um crescimento de 0,4% em outubro, alcançando 117,4 pontos. Este é o segundo mês consecutivo de alta, embora o indicador de setembro tenha sido de 116,8 pontos.

Apesar do avanço mensal, o resultado de outubro ficou abaixo do observado no mesmo mês do ano anterior (124,7 pontos), sugerindo um leve retardo na sazonalidade de alta demanda esperada para o último trimestre. O crescimento do índice geral foi sustentado exclusivamente pelas expectativas para o futuro. O Índice das Expectativas Futura (IEF) subiu 1,2% no mês, atingindo 121,0 pontos. Em contrapartida, o Índice de Situação Presente (ISP) apresentou uma leve redução de 0,7%, passando de 112,8 pontos em setembro para 111,9 pontos em outubro.

A diretora institucional da Fecomércio-Ce, Cláudia Brilhante, destaca que a pesquisa retrata o momento atual do comércio  do ambiente de negócios. Segunda ela, há uma predominância do otimismo e uma alta na intenção de compras, sinalizando espaço para uma retomada gradual da demanda neste fim de ano, favorecida pela estabilidade do emprego e pela recomposição da renda.

Otimismo prevalece

O estudo revela um forte otimismo dos consumidores de Fortaleza em relação às suas finanças pessoais: 71,5% dos entrevistados consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano e 78,8% acreditam que sua situação financeira futura será ainda mais favorável.

Essa percepção positiva se estende à economia nacional, com 58,1% dos consumidores projetando melhorias para os próximos doze meses. Segundo a análise, mesmo com a cautela gerada pela manutenção da Selic e pela instabilidade política, prevalece a confiança na recuperação, ancorada pelo avanço do emprego.

Intenção de compra avança

A disposição para o consumo também melhorou em outubro. O índice de intenção de compra cresceu 1,7 pontos percentuais, passando de 34,3% em setembro para 36,0% neste mês. Assim como o ICC, este indicador também está abaixo do patamar de outubro de 2024 (42,6%).

O valor médio das compras pretendidas pelos consumidores foi calculado em R$ 629,66. Os itens mais procurados para os próximos meses são: móveis e artigos de decoração (17,2%); geladeiras e refrigeradores (16,6%); televisores (15,7%); artigos de vestuário (14,9%); fogões (11,2%); celulares e smartphones (10,6%); máquina de lavar roupa (9,7%); e calçados (9,1%).

A pesquisa aponta que a intenção de compra é mais acentuada entre os consumidores do sexo masculino (37,8%), no grupo de 18 a 24 anos (49,6%) e na faixa de renda familiar entre três e sete salários-mínimos (43,4%).

 

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