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Como falar sobre a morte de um pet com crianças

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A morte de um animal de estimação pode ser uma das primeiras experiências de perda enfrentadas por uma criança e, por isso, precisa ser tratada com cuidado, escuta e sinceridade. De acordo com a psicanalista Elaine de Tomy, vice-presidente do Instituto Revoar, o luto infantil pelo pet é legítimo e pode ser tão profundo quanto o vivenciado por adultos.

Segundo a especialista, é fundamental que os adultos conversem com as crianças de forma honesta, utilizando uma linguagem simples, mas verdadeira. “Evitar termos como ‘foi embora’ ou ‘está dormindo’ é importante. A criança precisa compreender que o pet morreu, e que sentimentos como tristeza, saudade ou até raiva são naturais nesse momento”, afirma Elaine.

Para ela, permitir que a criança expresse o que sente e participar de rituais simbólicos de despedida pode ajudar na elaboração saudável da perda. Práticas como escrever uma carta, desenhar o pet ou montar um álbum com fotos e lembranças são formas acolhedoras de lidar com o luto.

Foto: Reprodução

Além dessas ações, rituais guiados por serviços especializados no Memorial Pet também podem ser significativos. “Há opções simbólicas que podem incluir transformar as cinzas do animal em cristais de recordação, em peças personalizadas ou cápsulas biodegradáveis que permitem o plantio de uma árvore. São formas de ressignificar a dor e manter viva a memória do animal com afeto e respeito”, explica a psicanalista.

Elaine reforça que o sofrimento infantil se expressa de diferentes formas e precisa ser acolhido com empatia. Se a tristeza persistir por um longo período, afetando a alimentação, o sono ou o comportamento da criança, é importante considerar o apoio de um psicólogo especializado em luto.

“A despedida de um pet é também uma oportunidade para ensinar à criança sobre a vida, o amor e a impermanência. Com apoio emocional e rituais simbólicos, ela pode aprender a lidar com a perda sem apagar as boas lembranças”, conclui.

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