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Ciência que gera negócios: Ceará movimenta R$ 340 milhões em projetos de inovação

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O Ceará vem ganhando espaço no cenário nacional ao transformar pesquisa científica em resultados econômicos concretos. A Fundação FASTEF, que atua na gestão de recursos para projetos de inovação aplicada, já administra R$ 340 milhões em iniciativas que unem ciência, mercado e impacto social.

Os números mostram um movimento que vai além do ambiente acadêmico. Entre os destaques está a criação de uma usina-modelo para transformar esgoto em energia limpa, financiada pela CAGECE em mais de R$ 8 milhões. O projeto aposta na economia circular e abre caminho para soluções replicáveis em saneamento básico, um setor com oportunidades de investimentos e que pode ganhar novos modelos de negócio a partir da tecnologia.

Na saúde, o avanço vem através da nanotecnologia. Um estudo conduzido, com apoio da FINEP busca desenvolver terapias anticâncer mais eficazes e acessíveis, quebrando barreiras de custo e ampliando o alcance de tratamentos de ponta.

Outro campo em expansão é o das tecnologias assistivas, que trabalha no desenvolvimento de interfaces cérebro-computador e jogos digitais para reabilitação cognitiva de jovens com deficiência, com apoio de instituições como SEBRAE e EMBRAPII. Esse segmento une inovação, inclusão social e potencial de mercado.

O alcance dos projetos chega a áreas estratégicas para a economia brasileira. O monitoramento da qualidade dos combustíveis e lubrificantes no Ceará, por exemplo, reforça a fiscalização, protege consumidores e garante competitividade em um setor gigantesco.

Já a modernização da regulação hídrica no país, em projeto apoiado pela Agência Nacional de Águas, movimenta quase R$ 5 milhões e tem efeito direto sobre a segurança hídrica e a sustentabilidade de diversos setores produtivos.

“Nosso papel é transformar conhecimento em alavanca social econômica. Quando conseguimos conectar academia, empresas e órgãos de fomento, geramos não apenas inovação, mas desenvolvimento sustentável e valor agregado”, afirma Joaquim Perucio, diretor-presidente da FASTEF.

Com planos de expansão para outros estados do Nordeste e interesse destacado em parcerias internacionais, a atuação da fundação coloca o Ceará como laboratório de um modelo que integra ciência e economia, gerando competitividade, novas soluções para gargalos históricos e oportunidades de negócios que podem ser replicadas em todo o Brasil.

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