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Choro é declarado Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro pelo Iphan

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Nesta quinta-feira (29), o choro como o 53° Patrimônio Cultural Imaterial do país, declarou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A iniciativa partiu do Clube do Choro de Brasília, e foi acolhida e aprovada durante a 103ª reunião extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural da entidade, recebendo a aprovação unânime dos 22 conselheiros do Iphan. Os membros do conselho aprovaram o registro da manifestação cultural no Livro das Formas de Expressão.

“Significa que é um bem que dá orgulho, que representa a nação. É a primeira manifestação genuinamente brasileira anterior ao samba e que faz o nosso perfil, da alma profunda. Reúne influências da Europa, da África, cada região uma riqueza. Tudo isso se mistura e se transforma nesse ritmo”, explicou o músico e um dos fundadores do Clube do Choro de Brasília, Henrique Lima, conhecido com Reco do Bandolim.

O presidente do Iphan e do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, Leandro Grass, ressaltou que o Choro está presente em todas as regiões do Brasil e ganha hoje um novo lugar. “Passa a ser objeto da Política do Patrimônio Cultural brasileiro. Nosso compromisso agora é torná-lo ainda mais conhecido e amado, para que possa também ser um instrumento de Educação Patrimonial”, destacou Leandro.

Diferentemente do material, o patrimônio imaterial não se refere a lugares ou coisas, e sim aos saberes culturais passados de geração a geração, importantes para a criação de uma identidade cultural na sociedade.

Choro

O ritmo musical, genuinamente brasileiro, teve início por volta de 1870, quando Joaquim Callado lançou a música “Flor Amorosa”, no Rio de Janeiro. Depois disso, nomes como Chiquinha Gonzaga e Pixinguinha se consagraram no gênero. O termo “choro” nasce da maneira chorosa de se tocar as músicas estrangeiras no final do século XIX e seus apreciadores chamavam a manifestação cultural de “música de fazer chorar”.

O Choro é resultado das transformações e das criações realizadas pelas classes populares urbanas no final do século XIX a partir desses três grandes grupos de repertório. Nesse processo, os músicos brasileiros incorporam instrumentos de tradição portuguesa, como o cavaquinho e o violão, que eram próprios dessas camadas populares.

 

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